domingo, 10 de agosto de 2008

CULTURA - Adeus ao poeta da resistencia


FEPAL - FEDERAÇÃO ÁRABE PALESTINA DO BRASIL

NOSSO ADEUS AO POETA DA PALESTINA

POETA DA RESISTÊNCIA


MAHMOUD DARWISH
1941 -2008


Poeta maior da resistência
o poeta do mundo árabe
Mahmoud Darwish

Continuarás alimentando
nossa luta, nosso combate
pela liberdade, lar e retorno

Continuaremos absorvendo
sua pintura literária
poesia que de sua alma brotou.

A sua carteira de identidade
continuará se espalhando pela Palestina
irritando o ocupante opressor.

Você venho de lá poeta, da Palestina
Voltaremos poeta, sanaúd.


Emir Mourad

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Mahmoud Darwish é considerado o mais importante poeta árabe contemporâneo. Nasceu em 1941 no vilarejo de Birwa, na Galiléia, que foi destruído por tropas israelenses em 1948. Em conseqüência de seu ativismo político ele enfrentou perda de moradia e prisão.

Em 1960, com 19 anos, escreveu seu primeiro poema, intitulado “Pássaros sem asas”. Um ano mais tarde ingressou no Partido Comunista de Israel, composto por árabes e judeus. Aos 22 anos publicou sua primeira obra intitulada “Folhas de oliviera” e desde então escreveu 31 livros de poesia e prosa ( algumas das obras estão
 catalogadas no site). Seus textos foram traduzidos para mais de 20 idiomas.

Darwish foi editor do jornal Itthad antes de ser forçado, pela ocupação israelense, a sair de sua terra natal em 1970 e exilar-se em Moscou, onde estudou por um ano. Foi então para o Egito onde trabalhou no Cairo para o Jornal Al-Ahram e em Beirute, no Líbano, como editor do jornal Palestinian Issues.

Em 1988 foi o autor da Declaração de Independência da Palestina, juntamente com Edward Said, o que lhe valeu o título de “Poeta da resistência”. Em toda sua obra Darwish expressa a defesa da liberdade e de sua terra, mas também soube cantar a vida e o amor.

Publicou em 1998 a coletânea poética Sareer el Ghariba (Leito do Estrangeiro), sua primeira coleção de poemas de amor. Em 2000 publicou Jidariyya (Mural), livro que consiste de um poema sobre sua experiência pró­xima da morte em 1997. Publicou seu livro de poesias Palco de Estado de Sítio em 2002.

Seu célebre poema, Carteira de Identidade (Sajjel, ana arabi), se converteu em um hino em todo o mundo árabe.

Foi membro do Comitê executivo da OLP e viveu no exílio entre Beirute e Paris até seu retorno em 1996 à Palestina. Seus poemas são conhecidos por todo o mundo árabe, e vários deles se tornaram letras de músicas.

Darwish tem sido o poeta palestino mais reconhecido no exterior. Em 1969 foi honrado com o prêmio Lótus, o prêmio Lênin em 1983, o premio da Fundação Lannn da liberdade cultural em 2001 e o premio Príncipe Claus da Holanda em 2004. Em 1997 foi produzido um documentário sobre ele na TV francesa, dirigido pela conhecida diretora franco-israelense Simone Bitton e recebeu a medalha de Cavalheiro das Artes e Letras da França e tornou-se membro comendador da Ordem de França das Letras e Artes. É membro honorário do Centro Sakakini.

Leia a matéria do ARABESQ sobre a obra e vida de Mahmoud Darwish


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Carteira de identidade

Mahmoud Darwich



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Registra-me!
sou árabe
número de minha identidade é cinqüenta mil
tenho oito filhos
e o nono... virá logo depois do verão!
vais te irritar por acaso?
Registra-me!
sou árabe
trabalho com meus companheiros de luta
em uma pedreira
tenho oito filhos
arranco pedras
o pão, as roupas, os cadernos
e não venho mendigar em tua porta
e não me dobro
diante das lajes de teu umbral
vais te irritar por acaso?


Registra-me!
sou árabe
meu nome é muito comum
e sou paciente
em um país que ferve de cólera
minhas raízes...
fixadas antes do nascimento dos tempos
antes da eclosão dos séculos
antes dos ciprestes e oliveiras
antes do crescimento vegetal
meu pai... da família do arado
e não dos senhores do Nujub¹
e meu avô era camponês
sem árvore genealógica
minha casa
uma cabana de guarda
de canas e ramagens
satisfeito com minha condição
meu nome é muito comum


Registra-me
sou árabe
sou árabe
cabelos... negros
olhos... castanhos
sinais particulares
um kuffiah² e uma faixa na cabeça
as palmas ásperas como rochas
arranharam as mãos que estreitam
e amo acima de tudo
o azeite de oliva e o tomilho
meu endereço
sou de um povoado perdido... esquecido
de ruas sem nome
e todos os seus homens... no campo e na pedreira
amam o comunismo
vais te irritar por acaso?


Registra-me
sou árabe
tu me despojaste dos vinhedos de meus antepassados
e da terra que cultivava
com meus filhos
e não os deixastes
nem a nossos descendentes
mais que estes seixos
que nosso governo tomará também
como se diz
vamos!
escreve
bem no alto da primeira página
que não odeio os homens
que eu não agrido ninguém
mas... se me esfomeiam
como a carne de quem me despoja
e cuidado...cuida-te
de minha fome
e minha cólera.


De Folhas de Oliveira


1- Célebre tribo da Arábia

2. Lenço com desenhos quadriculados, usado para cobrir a cabeça e que tornou-se símbolo nacional palestino pela liberdade e independência. Originariamente, esse lenço é usado pelos camponeses para protegerem a cabeça durante o trabalho no campo.




بطاقة هوية

محمود درويش



!سجِّل
أنا عربي
ورقمُ بطاقتي خمسونَ ألفْ
وأطفالي ثمانيةٌ
!وتاسعهُم.. سيأتي بعدَ صيفْ
فهلْ تغضبْ؟
!سجِّلْ


أنا عربي
وأعملُ مع رفاقِ الكدحِ في محجرْ
وأطفالي ثمانيةٌ
أسلُّ لهمْ رغيفَ الخبزِ،
والأثوابَ والدفترْ
من الصخرِ
و لا أتوسَّلُ الصدقاتِ من بابِكْ
ولا أصغرْ
أعتابكْ أمامَ بلاطِ
فهل تغضب؟



!سجل
أنا عربي
لقبِ أنا إسمٌ بلا
صبورٌ في بلادٍ كلُّ ما فيها
يعيشُ بفورةِ الغضبِ
...جذوري
قبلَ ميلادِ الزمانِ رستْ
وقبلَ تفتّحِ الحقبِ
وقبلَ السّروِ والزيتونِ
وقبلَ ترعرعِ العشبِ
أبي... من أسرةِ المحراثِ
لا من سادةٍ نجبِ
وجدّي كانَ فلاحاً
بلا حسبٍ.. ولا نسبِ
يعلّمني شموخَ الشمسِ قبلَ قراءةِ الكتبِ
وبيتي كوخُ ناطورٍ
منَ الأعوادِ والقصبِ
فهل ترضيكَ منزلتي؟
!أنا إسمٌ بلا لقبِ


!سجل
أنا عربي
ولونُ الشعرِ.. فحميٌّ
ولونُ العينِ.. بنيٌّ
:وميزاتي
على رأسي عقالٌ فوقَ كوفيّه
وكفّي صلبةٌ كالصخرِ
تخمشُ من يلامسَها
:وعنواني
أنا من قريةٍ عزلاءَ منسيّهْ
شوارعُها بلا أسماء
وكلُّ رجالها في الحقلِ والمحجرْ
فهل تغضبْ؟

سجِّل
أنا عربي
سلبتَ كرومَ أجدادي
وأرضاً كنتُ أفلحُها
أنا وجميعُ أولادي
ولم تتركْ لنا... ولكلِّ أحفادي
...سوى هذي الصخورِ
فهل ستأخذُها حكومتكمْ.. كما قيلا!؟
! إذن!
سجِّل.. برأسِ الصفحةِ الأولى
أنا لا أكرهُ الناسَ
ولا أسطو على أحدٍ
ولكنّي... إذا ما جعتُ
آكلُ لحمَ مغتصبي
حذارِ.. حذارِ.. من جوعي
!! ومن غضبي

من أوراق الزيتون

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10/08/2008 - 09h59
Morre o poeta símbolo da Palestina, Mahmoud Darwish

Reuters

Mohammed Assadi
De Ramallah
Mahmoud Darwish, cuja poesia traduziu a causa Palestina, receberá o equivalente a um funeral de Estado na Cisjordânia na terça-feira --honraria oferecida anteriormente apenas ao líder da Organização pela Libertação da Palestina Yasser Arafat.
O escritor de 67 anos morreu no sábado em Texas, Houston, de complicações desencadeadas por uma cirurgia de coração.
"Ele traduzia a dor dos palestinos de forma mágica. Ele nos fazia chorar e nos fazia feliz e mexia com nossas emoções", disse o poeta egípcio Ahmed Fouad Negm.
"Além de ser o poeta da ferida palestina, que está machucando todos os árabes e todas as pessoas honestas no mundo, ele é um poeta magistral", disse Negm à Reuters no Cairo.
O funeral de Darwish em Ramala será o primeiro patrocinado pela Autoridade Palestina desde que Arafat morreu em 2004.
O presidente palestino Mahmoud Abbas decretou três dias de luto nacional. Pessoas se aglomeraram no sábado à noite nas ruas de Ramala segurando velas e chorando.
O poeta residia na Cisjordânia desde que retornou, em 1990, de um longo período de exílio durante o qual ganhou proeminência na OLP de Arafat."A questão palestina, na poesia de Mahmoud Darwish, não era mais uma lenda, mas uma história sobre pessoas feitas de carne, sangue e sentimentos", disse Zehi Wahbi, apresentador de televisão e poeta libanês, amigo de Darwish.
Considerado o poeta nacional da Palestina, o trabalho de Darwish foi largamente traduzido. Ele ganhou novas gerações de admiradores com poemas que evocavam não apenas a dor dos palestinos deslocados, mas também paradoxos sutis e temas humanos mais amplos.
Ele desfrutava de grande popularidade no mundo árabe, onde tinha um nível de leitura de fazer inveja a poetas contemporâneos que escrevem em inglês e outras línguas européias, normalmente eclipsados por romancistas.


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A convocatória do 9º Congresso das Entidades e Comunidades Palestino Brasileiras, ocorrido em Janeiro de 2007, apresentou, na sua introdução, a seguinte poesia de Mahmoud Darwich:

EU SOU DE LÁ
Mahmoud Darwich



Eu venho de lá e recordo
que nasci como todo mundo nasce, tenho uma mãe
e uma casa com muitas janelas,
tenho irmãos, amigos e uma prisão.
Tenho uma onda marinha que a gaivota arrebatou
tenho uma visão de mim mesmo e uma folha de capim
tenho uma lua passada no auge das palavras
tenho uma comida divina de pássaros e uma oliveira
além da quilha do tempo
atravessei a terra antes que espadas tornassem
os corpos banquetes.

Eu venho dali.
Eu faço o céu retornar à sua mãe
quando por sua mãe o céu chorar,
e eu choro querendo o retorno de uma nuvem
para me conhecer.
Eu aprendi as palavras de tribunais manchados de sangue
de forma a quebrar as regras.
Eu aprendi e desmantelei todas as palavras
para construir uma única: Lar.


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BIOGRAFIA, CANÇÃO E DECLAMAÇÃO



video

Última aparição publica do Poeta, breve biografia e depoimentos








O fim do exílio: do Texas à Palestina
Remembering Mahmoud Darwish, Houston, Texas






video

(سجل، أنا عربي) - Carteira de Identidade - Cantada por George Qirmz




video
Mahmoud Darwish - Aabiroun


sábado, 9 de agosto de 2008

ESPORTE - Palestina nas Olimpiadas 2008



Durante o desfile das delegações dos países, na cerimônia de abertura da Olimpíada de Beijin-China, a Palestina foi representada por uma delegação de atletas da natação e atletismo. Com trajes típicos, sinalizaram o “V” da vitória.

Na foto acima, da esquerda para a direita, temos Ibrahim Al Tauil, Presidente da Federação de Natação; a nadadora Zakia Nassar de Beit Laham (Belém), estilo livre-50 metros; o nadador Hamza Abdo de Jerusalém, estilo livre-50 metros; a corredoraGhadir Ghrouf de Ariha (Jericó), velocista -100 metros. No momento da foto, Ghadir atendia uma chamada no celular.

O porta-bandeira da delegação palestina é o corredor dos 5000 metros, Nader Al Massri, da Faixa de Gaza, seguido, logo atrás, pelo treinador da equipe de atletismo, Yussef Hamaad, de Ariha (Jericó).




الجمعة أغسطس 8 2008

بكين - اعلنت الصين التي قدمت وجهها العصري للعالم الجمعة افتتاح دورة الالعاب الاولمبية في حفل مبهر شهد اطلاق الالاف من الالعاب النارية وأعاد التذكير بتاريخ الصين القديمة ليكتب كلمة النهاية لجدل سياسي دام شهورا.

وتعتبر دورة الالعاب الاولمبية السادسة والعشرين، الاضخم في التاريخ من حيث عدد المشاركة (10624 رياضيا ورياضية) والتي حملت شعار «عالم واحد، حلم واحد» على استاد «عش الطيور» الذي يتسع ل90 الف متفرج.

وتابع الحفل حول العالم جمهور قدر بنحو اربع مليارات نسمة.

ودخل وفد فلسطين ملوحا بشارة النصر التي رفعها ابراهيم الطويل رئيس اتحاد السباحة ومعه السباحة زكية نصار من بيت لحم والسباح حمزة عبدة من القدس والعداءة غدير غروف من اريحا التي ظهرت وهي تستقبل مكالمة هاتفية على جوالها الخاص .

وتقدمهم خطوتين الى الامام مدرب ألعاب القوى يوسف حماد من اريحا بينما تكفل العداء الغزاوي الاسمر نادر المصري برفع علم فلسطين .

وارتدى ممثلو فلسطين الزي الرسمي، الكوفية للرجال والثوب الفلسطيني المطرز للانستين غروف ونصار، في اشارة واضحة على ضرورة نقل معالم تراثنا وحضارتنا ووطنيتنا الى كافة دول العالم.





quarta-feira, 6 de agosto de 2008

PRISIONEIROS-URGENT APPEAL





ADDAMEER URGENT APPEAL 30/07/2008
Administrative Detention of Salwa Salah and Sara Siureh


Salwa Salah was born on the 10 November 1991. On Thursday June 5, 2008, at around 2 a.m. Salwa Salah (16 and half) was sitting with her family in their home in Bethlehem. The family suddenly heard a loud banging on the door. Salwa’s mother opened the door and was faced with soldiers and the Israeli Security Agency (ISA). A female soldier was present and told Salwa to get dressed. Meanwhile the other soldiers interrogated Salwa’s mother and questioned her about her husband, son and daughter. After finishing interrogating Salwa and her mother, the female soldier handcuffed Salwa’s hands, blindfolded her and forcefully took her to the military jeep.

Sara Siureh was born on the 20, November, 1991. On Thursday June 5, 2008, at around 1:30 a.m. Sara Siureh (16 and a half) was in her house with her husband in their family home in Bethlehem. They were suddenly startled to hear a loud banging on the door. Sara’s husband opened the door and was confronted with soldiers and the ISA. They stormed into the house and a female soldier shouted at Sara to get dressed. Sara was dragged out to the military jeep.

Both girls are relatives (cousins) and one of the girls is still at school. The ISA claim that the girls are involved in militant activities[1]. They were taken to Telmond Prison and then taken to Ofer Prison where they were interrogated for one hour. In the interrogation they were asked about what they were doing and if they had any relations with any political group. The girls did not confess to anything. After one hour the girls were taken back to Telmond where they spent a couple of days. On the night before going to the Military Court the girls were taken to Ramle prison. There was a female police officer escorting them.

Later during a meeting between the girls and Addameer’s lawyer the girls claimed that the female police officer was extremely abusive and was pushing them inside the military jeep. The girls also claim they were searched in a very humiliating way. Both girls are now in Addamoun prison in Israel and are being held with the other Palestinian adult female detainees. Neither of the girls has been allowed any contact with their families since their arrest on the 5th of June 2008. This is the first time that girls under the age of 18 have been put in administrative detention. Their administrative detention orders have been set for four months, with the possibility of an up to 6 month renewal at the end of that period. Administrative detention orders can be renewed indefinitely. An appeal against this decision was lodged and subsequently rejected. The twin principles of proportionality and the duty on a state to take into consideration the child’s well being underline much of the detail found in international law concerning the aims, restrictions and prohibitions on the sentencing of children.

The United Nations Standard Minimum Rules for the Administration of Juvenile Justice requires that any reaction to the juvenile offenders should ‘always be in proportion to the circumstances of both the offenders and the offence’. Another fundamental principle of sentencing is that the deprivation of liberty, if used at all, should only be used as a measure of last resort and for the shortest appropriate period of time (Art. 37 (b), CRC). Clearly this is not the case for these two young girls. The Court did not abide by these legal standards laid out for all detained minors. This is the first time that both girls have been in prison.

What is Administrative Detention?

The Israeli authorities can hold people in "administrative detention" without charge or trial, for as long as they wish. They have no intention of bringing such detainees to trial, saying they are a “security risk”. They do not inform the detainees or their lawyers how they have decided these detainees are a security risk. Administrative detention orders are issued by the Military Governor for terms of up to six months, and they are frequently renewed shortly before they expire. This process can be repeated over and over again.

The mental suffering caused by not knowing the grounds for detention can amount to torture as defined under the UN Convention Against Torture and such lengthy detentions without charge or trial also constitute 'arbitrary detention' which are a violation of the International Covenant on Civil and Political Rights (Article 9(1)) and the Universal Declaration of Human Rights (Article 9). Currently, there are approximately 750 Palestinians now in administrative detention. Of these there are approximately 10 Palestinians under the age of 18 years old.

[1] Their Uncle was involved in the siege on the Church of the Nativity in 2002. However there was no indication from the Court that this was one of the reasons for their arrest.


ACT NOW TO SUPPORT SALWA AND SARAH:

In particular letters should be addressed to:

Lt. Colonel Sharon Afek
Legal Advisor to the Israeli Army in the West Bank Chief Military Attorney.
P.O. Box 10482
Beit El, West Bank
Tel: 972-2-997-7071
Mobile: 972-50-551-1782
Fax: 972-2-997-7326
Fax: +972 2 997 7326.


Please cc Addameer at addameer@p-ol.comso we can keep track of the letters of support.

Letters can also be addressed to:
Mr. Ehud Olmert
Prime Minister
Office of the Prime Minister
3 Kaplan Street, PO Box 187
Kiryat Ben-Gurion, Jerusalem
91919, Israel
Fax: +972- 2-651 2631

Mr Daniel Friedmann
Minister of Justice
Fax: + 972 2 628 7757; + 972 2 628 8618

Mr Menachem Mazuz
Attorney General
Fax: + 972 2 627 4481; + 972 2 628 5438; +972 2 530 3367

Mr Ehud Barak
Minister of Defense
Fax: +972 3 697 6218

PLEASE WRITE TO the International Bar Association (IBA), asking its members and Human Rights Institute to put pressure on the Israeli Bar Association to ensure that all subjects under Israeli jurisdiction be granted the basic principles of rule of law - transparent processes which do not allow for arbitrary justice or governance - to which the IBA's Human Rights Institute (HRI) claims to be dedicated to: "The HRI is now a leading voice in the promotion of the rule of law worldwide."

Please send your letters of concern to the Director of the Human Rights Institute of the International Bar Association, Fiona Paterson, and copy it the Chairs of the Council, Ambassador Emilio Cardenas (Argentina) and Justice Richard Goldstone (South Africa).

Fiona Paterson
Director of Human Rights InstituteInternational Bar Association
10th Floor
1Stephen St
London, W1T 1AT
United Kingdom
Tel: +44 (0)20 7691 6868
Fax: +44 (0)20 7691 6544

PLEASE ALSO WRITE TO
the European Union urging the EU to pressure Israel to release or charge all prisoners in Administrative Detention and to put an end to such an unjust, arbitrary and barbaric system of incarceration without trial.
Send your letters of appeal to:

Personal Representative for Human Rights (CFSP) of the EU Secretary General/
High Representative Javier Solana
Ms. Riina Kionka
175 Rue de la Loi BE 1048 Brussels, Belgium
Fax. : +32 2 281 61 90

The Commissioner for External Affairs and European Neighbourhood Policy
HE Ms. Benita Ferrero- Waldner
Israeli Embassies and Consulates in your own country
A directory of Israeli embassies can be found on the website of the Israeli Ministry of Foreign Affairs. To access it, please go to the following link: http://www.mfa.gov.il/MFA/Sherut/IsraeliAbroad/Continents/


Below is a suggested draft of a letter that can be sent:


Dear Colonel Afek:

I am writing with regards to the arrest of Salwa Salah and Sara Siureh on June 5, 2008 from the town of Bethlehem in the West Bank, Occupied Palestinian Territories. Both girls are juveniles who should not be tried or treated as an adult.

Both girls are currently detained in Addamoun Prison inside Israel. Article 49 of the Fourth Geneva Convention (1949) explicitly states that "[t]he occupying power shall not deport or transfer parts of its own civilian population into the territory it occupies." Israel signed the convention in 1949.

Under Article 78 of the Fourth Geneva Convention relative to the Protection of Civilian Persons in Time of War, the administrative detention of persons is allowed ‘for imperative reasons of security’. However, for many years the system of administrative detention has been abused by Israel to punish without charge, rather than as an extraordinary and selectively used preventative measure. In addition, the treatment of administrative detainees, including the location and conditions of detention, contravenes not only international human rights standards but also the provisions of the Fourth Geneva Convention.

I would like to voice my opposition to the detention of Salwa Salah and Sara Siureh unless they are charged with a recognizable offence and immediately brought to justice in a fair trial according to international standards. Their continued detention is clearly not in their best interest, nor is it in accordance with the articles outlined in the United Nations Convention on the Rights of the Child.

In the mean time, I urge you to allow Salwa and Sara to receive regular visits from their family members.

Sincerely,


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