quinta-feira, 27 de junho de 2013

Mohammed Assaf, o novo herói do povo palestino


Mohammad Assaf canta com a Kuffieh ou hata palestina

O povo palestino comemora seu novo herói, Mohammed Assaf, um jovem humilde, um refugiado palestino que ganhou o concurso mais popular do mundo árabe, o Ídolo Árabe.Com sua voz de “timbre de ouro” e  suas canções palestinas arrebatou as mentes e corações dos palestinos e de milhões do povo árabe.


Assaf, 23 anos, é da cidade de Khan Yunis na Faixa de Gaza que há seis anos encontra-se cercada por ar, mar e terra pelo exército terrorista de Israel, num bloqueio que sufoca sua população e eleva o grau de miséria e desemprego a níveis tão brutais que foram denunciados pela ONU, por vários países e entidades de direitos humanos em todo o mundo.

Antes do inicio do concurso em março de 2013, Assaf era pouco conhecido e sempre teve, desde a infância, a música e o canto como paixão. Cantava em festas de casamento e em ocasiões comemorativas.
Desde o inicio do programa, em março de 2013, foi aumentando a onda de parar tudo para assistir o jovem cantor a cada sexta-feira e sábado. Milhares se reuniam com bandeiras, fotos e telões em centenas de cidades e vilas palestinas. As comunidades palestinas ao redor do mundo também se mobilizaram em apoio ao cantor palestino.

Esse jovem cantor pouco a pouco foi ganhando o apoio das multidões palestinas e  árabes com sua bela voz, sua alegria contagiante, sua postura no palco, sua humildade, suas canções sobre o sofrimento e a luta do povo palestino. Um dos jurados do programa afirmou que um talento igual ao de Assaf só aparece a cada 100 anos.

Povo palestino comemora vitória de Mohammed Assaf no Arab Idol

Ele cantou a luta dos prisioneiros palestinos nos cárceres israelenses, cantou o sofrimento e a luta dos refugiados palestinos pelo seu direito ao retorno, cantou Jerusalém como capital do futuro estado palestino, cantou a luta do seu povo contra a ocupação e o apartheid israelense.Também cantou o amor e a vida, a nobreza dos seres humanos e seus mais belos sentimentos. Assaf mostrou que o povo palestino também dança e canta, tem uma milenar cultura e que celebra a vida com alegria. 

Na grande final do programa, no último sábado, Mohammed, além do premio como vencedor do programa, recebeu da ONU o título de Embaixador dos refugiados palestinos e o presidente palestino, Mahmud Abbas, através de seu representante enviado ao programa, entregou a Assaf o título de Embaixador da Boa Vontade a nível mundial. Abbas já havia oferecido apoio ao jovem Assaf e transmitiu aos embaixadores palestinos para que mobilizassem as comunidades palestinas em vários países para que apoiassem e votassem no candidato Assaf durante as etapas do programa Ídolo Árabe.

A mensagem revolucionária em forma de canto faz parte da luta popular desse povo magnífico que não se dobra, resiste e luta!

O povo palestino canta e luta, chora e dança, vive as dores e as alegrias.

De Yasser Arafat: "um povo que luta é um povo que canta!"

Parabéns Mohammed Assaf, parabéns Palestina!


Emir Mourad
Secretário Geral da Fepal
Federação Árabe Palestina do Brasil




Mohammad Assaf é consagrado vencedor doo Arab Ido

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Apresentações de  Mohammed Assaf no Arab Idol


1. Assaf canta ostentando o lenço palestino "Kuffieh",  consagrado por Yasser Arafat como símbolo da luta e resistência palestina

video


2. Penúltima apresentação onde apresenta sua famosa canção "Aalle alkufieh" :



3. Momento do anuncio da vitória e sua nomeação como Embaixador da ONU para os refugiados palestinos e Embaixador da Boa Vontade pelo Presidente da Palestina:



4. A última apresentação de Assaf após a vitória:




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Gaza e Cisjordânia celebram triunfo de jovem cantor palestino no "Arab Idol"

De voz marcante, Mohammad Assaf, nascido em Misrata (Líbia), mas residente em Khan Yunis, era o favorito à frente de seus adversários egípcios e sírios.

Na sexta-feira à noite, o júri e todos os palestinos se emocionaram com a interpretação de uma popular canção nacionalista, "Ally al-Kofiya" ("Levante o kefiye: o tradicional lenço palestino imortalizado por Yasser Arafat).

Leia a matéria no Yahoo! Noticias


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Jovem palestino vence 'Ídolos' árabe e ganha status de herói

Assita ao vídeo reportagem da BBC

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El ganador de Arab Idol, embajador de los refugiados palestinos

Leia a matéria na europapress

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Gaza recibe como un héroe al 'Arab Idol', el cantante que ha unido a los palestinos

Leia a matéria: Rtve.es


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Palestinos saem às ruas para comemorar vitória de cantor no Arab Idol

Leia a matéria: Opera Mundi


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Nota de Falecimento - Embaixador Arnaldo Carrilho



NOTA DE FALECIMENTO


EMBAIXADOR ARNALDO CARRILHO -  1937 - 2013


Embaixador Arnaldo Carrilho no Forum Social Mundial Palestina Livre
Embaixador Carrilho na Conferência do Fórum Social Mundial Palestina Livre- Novembro/2013


Externamos nosso profundo pesar pelo falecimento do Embaixador Arnaldo Carrilho. Nossos sentimentos aos familiares e amigos desse homem que lutou com diplomacia e entusiasmo contra as injustiças e pela autodeterminação dos povos.

Primeiro embaixador do Brasil em Pyongyang, na Coreia do Norte, aos 72 anos, Carrilho teve 47 anos de carreira no Itamaraty, tendo passado 37 anos no exterior, sendo 12 no mundo islâmico e 10 na ásia. Abriu cinco postos: Jeddah, na Arábia Saudita, Berlim Oriental, Bissau, Praia, e Pyongyang. Além disso, serviu em quatro países comunistas: Polônia, Alemanha Oriental, Laos e Coreia do Norte. Antes de chegar a Pyongyang, Carrilho foi designado embaixador extraordinário junto à cúpula América do Sul – Países Árabes, uma iniciativa emblemática da lógica de cooperação sul – sul perseguida pela diplomacia nacional. Antes, ainda, em 2006, foi designado o primeiro representante do Brasil junto à Autoridade Nacional Palestina, em Ramalah.

Foi o primeiro embaixador brasileiro na Palestina de 2006 a 2007.

Nosso querido Embaixador sempre foi solidário, amigo e apoiador da luta do povo palestino por seus direitos ao retorno e autodeterminação.

Quando da morte, em 2008, do maior poeta palestino, Mahmud Darwish, recebemos do Embaixador Carrilho a seguinte mensagem:

“ Máhmude Deruíche vive! Para sempre! É próprio do destino dos que sofrem da doença-esperança. Vamos herdá-la, com vigor fortalecido. Abraço do Arnaldo C.”

Nossa eterna gratidão ao amigo do povo palestino.


Elayyan Aladdin - Presidente

Emir Mourad - Secretário Geral


Logomarca da FEPAL - Federação Árabe Palestina do Brasil


sexta-feira, 7 de junho de 2013

As crianças palestinas apanham como gente grande


crianças palestina são presas por Israel

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Anualmente, 700 menores de idade palestinos, entre 12 e 17 anos são presos pelo exército e a polícia de Israel na Cisjordânia e Jerusalém Oriental. Dá uma média de 2 por dia.



É o cálculo apresentado em recente relatório da UNICEF.

Vale até dezembro de 2012.

Neste ano, parece que esse número será maior. Segundo a Ong Defence por Child Inrernational, no primeiro trimestre, os israelense já tinham prendido 350 meninos, 17% a mais do que no mesmo período no ano passado.

Veja bem, a maioria desses meninos não era de delinquentes; seus crimes foram jogar pedras nos soldados ou veículos militares; distribuir panfletos, participar de manifestações ou pregar cartazes contra a ocupação; tentar atravessar as fronteiras da Cisjordânia; entrar em assentamentos judaicos; coisas assim.

Diz o relatório da UNICEF que os menores palestinos presos sofrem “o que representa tratamento ou punição cruel, desumana ou degradante, de acordo com os Direitos da Crianças e a Convenção Contra Torturas,” ratificados por Israel.

A UNICEF afirma ainda que esta violência “parece ser generalizada, sistemática e institucionalizada” durante a detenção, interrogatório, processo e eventual condenação e pena de prisão.

Comparando a situação dos meninos palestinos presos com a dos meninos israelenses, o relatório mostra que estes últimos são privilegiados.

Enquanto o menino israelense preso é levado a um juiz em até 12 horas, o palestino é obrigado a ficar esperando até 4 dias.

O israelense fica 2 dias sem poder chamar um advogado. Já o palestino só poderá chamar o seu num prazo de 90 dias. Isso se os policiais o avisarem de que tem direito a um advogado, coisa que não são obrigados a fazer.

O menino israelense pode ficar preso 40 dias sem acusação; o menino palestino, 60 dias.

Com 12 anos ou menos, o israelense não pode ficar detido até o dia do julgamento. Suas chances de absolvição antes do julgamento começar são de 80%. Já o palestino pode ficar preso durante 18 meses. E tem poucas chances de sair livre antes do julgamento: apenas 13%.

A lei de Israel não permite pena de prisão para meninos israelenses com menos de 14 anos. Sob as leis militares, meninos palestinos entre 12 e 14 anos não tem esse privilégio.

Estas informações do relatório da UNICEF foram confirmadas por uma comissão formada por 9 conceituados juristas ingleses, liderados por um ex-juiz da mais alta corte, sir Stephen Sadley.

Em estudo denominado “Crianças Sob Custódia Militar,” eles relatam as agressões físicas e verbais que as crianças palestinas sofrem quando presas.

E observam: “Cada ano, centenas de crianças palestinas ficam traumatizadas, às vezes irreversivelmente…e vivem sob risco constante de punições mais rudes no caso de voltarem a serem presas.”

Crianças confinadas em prisão solitária por longos espaços de tempo foi um fato constatado, o que, segundo o relatório, é considerado tortura pela Convenção dos Direitos da Criança, da ONU.

A justificação desta e das outras violências feita por um procurador militar, chocou os juristas ingleses: “Cada criança palestina é um terrorista potencial.”

A denúncia do que o exército vem fazendo contra as crianças palestinas foi feita também por soldados israelenses.

Eles criaram um movimento de veteranos, o “Quebrando o Silêncio” (Breaking The Silence).

Publicaram 850 relatos de soldados sobre ações violentas do exército israelense nos territórios ocupados.

Yehuda Shaul, ativista do movimento, informou que os documentos foram reunidos para mostrar a realidade do tratamento habitual imposto pelos soldados aos palestinos, particularmente crianças.

Um sargento de paraquedistas, que regularmente levava sob custódia meninos de 12/14 anos, por tentarem cruzar a fronteira com Israel, foi instruído a tratá-los não como crianças, mas como terroristas.

Ele também relatou um caso em que fez parte de um grupo de soldados encarregado de atirar com balas de borracha contra civis, à saída de uma mesquita. Caso alguma criança jogasse pedras neles, deveriam usá-las como escudos humanos.

“Você seguira o garoto, empurra sua arma contra o corpo dele. Ele não pode fazer um só movimento, fica totalmente petrificado. Apenas grita: no army, no army!”

Um veterano que serviu em Hebron, em 2010, conta como era o contato com as crianças palestinas presas: “Você nunca conversava com elas, elas sempre choravam, defecavam nas calças…”

Era o que acontecia muitas vezes:”Eu me lembro de ouvir o som delas evacuando nas calças…Eu me lembro, também,quando alguma urinava nas calças. Eu ficava indiferente a isso.”

Comentando esses fatos, Gerald Horton, da Ong Defense For Children International, declarou : “Não são incidentes isolados ou uma questão de umas poucas maçãs podres. É a consequência natural e previsível da política do governo.”

Leia-se: governo Netanyhau.

Falta alguém em Haia, no banco dos réus do Tribunal Criminal Internacional.


Publicado em 25/05/2013 no Olhar O Mundo

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