quarta-feira, 30 de maio de 2012

BRASIL DOA US$ 7,5 MILHÕES PARA AJUDAR PALESTINOS REFUGIADOS



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Hispan TV - Entrevista com Rubens Diniz do Cebrapaz e 
Emir Mourad da Federação Palestina

16/05/2012 - Vermelho

O governo brasileiro assinou esta semana uma contribuição de US$ 7,5 milhões para a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês), para subsidiar programas sociais, de educação e saúde na Faixa de Gaza, informou o site do órgão da ONU.

O acordo, que estabelece o valor da doação para o período de um ano, foi assinado em cerimônia realizada em uma escola em Jericó pela representante brasileira junto à Autoridade Palestina, Ligia Maria Scherer, e pelo comissário-geral da UNRWA, Filippo Grandi.

 O valor representa um aumento de quase 700% em relação à quantia doada pelos brasileiros em 2011, que foi de US$ 906 mil. Além disso, o compromisso faz do Brasil o maior doador para a causa palestina entre os países que integram o chamado Brics, que inclui também a Rússia, Índia, China e África do Sul.

 A agência, que atende cerca de 1,2 milhão de refugiados na região, informou que o dinheiro será utilizado no financiamento do programa de assistência alimentar que atende 106 mil palestinos.

 Além disso, parte da doação será destinada a projetos educacionais que atenderão 1.800 crianças e a ações de cuidados com a saúde básica para 1,2 milhão de refugiados, através 20 unidades de saúde espalhadas por Gaza.

 O governo brasileiro espera para agosto a visita do comissário-geral da UNRWA. As partes devem discutir novos acordos e parcerias entre o país e a organização de forma a ampliar o auxílio aos palestinos.

Fonte: Portal Vermelho

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A VITÓRIA DOS PRISIONEIROS PALESTINOS E O PROGRAMA DA GLOBO NEWS


Familiares comemoram vitória dos prisioneiros palestinos
Familiares de prisioneiros palestinos em Israel celebram o acordo que coloca fim a greve de fome de mais
de 2 mil detentos, nesta segunda-feira (14), em Ramallah, na Palestina. Os dois prisioneiros que iniciaram 
o protesto em fevereiro estavam há 77 dias sem se alimentar  Atef Safadi/EFE




FEPAL - FEDERAÇÃO ÁRABE PALESTINA DO BRASIL

NOTA – 15/05/2012

A VITÓRIA DOS PRISIONEIROS PALESTINOS

TRANSMITIMOS NOSSAS SAUDAÇOES E FELICITAÇÕES A TODOS OS PRISIONEIROS PALESTINOS PELA VITÓRIA CONQUISTADA APÓS DOIS MESES DE GREVE DE FOME CONTRA O REGIME CARCERÁRIO ISRAELNESE E SEUS BRUTAIS E CRIMINOSOS MÉTODOS DE TORTURA, PRIVAÇÕES, DETENÇÕES ADMINISTRATIVAS, PROIBIÇÃO DE VISITA DE FAMILIARES E TANTAS OUTRAS BARBARIDADES COMETIDAS CONTRA ESSES HÉRÓIS DA LIBERDADE E DA JUSTIÇA.

COMEMORAMOS COM O POVO PALESTINO ESSA GRANDE VITÓRIA DOS PRISIONEIROS QUE TEVE O APOIO E SOLIDARIEDADE DE TODOS OS PARTIDOS E ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE PALESTINA, DA OLP- ORGANIZAÇÃO PARA A LIBERTAÇÃO DA PALESTINA, DA ANP- AUTORIDADE NACIONAL PALESTINA, DA CRUZ VERMELHA, DOS PAISES NÃO ALINHADOS E DE VÁRIOS GOVERNOS E MOVIMENTOS DE SOLIDARIEDADE COM O POVO PALESTINO.

A DETERMINAÇÃO E A CORAGEM DOS PRISIONEIROS EM SUA GREVE DE FOME, SOMADA A PRESSÃO INTERNACIONAL, FORAM DETERMINANTES PARA FAZER COM QUE ISRAEL FOSSE DERROTADA EM CONTINUAR OS TRATAMENTOS DESUMANOS, CRIMINOSOS E ILEGAIS CONTRA TODOS OS PRISIONEIROS.

DAQUI DO BRASIL, NESSA DATA COMEMORATIVA DOS 64 ANOS DA NAKBA – A CATÁSTROFE PALESTINA, A COMUNIDADE PALESTINA E A DIREÇÃO DE SUA FEDERAÇÃO REAFIRMAM O COMPROMISSO DE CONTINUARMOS  SOLIDÁRIOS E IRMANADOS COM A LUTA DOS PRISIONEIROS E DO SEU POVO: O DIREITO INALIENÁVEL AO RETORNO E AUTODETERMINAÇÃO, PELO ESTABELECIMENTO DO ESTADO PALESTINO LIVRE E SOBERANO, TENDO JERUSALÉM COMO CAPITAL.

PORTO ALEGRE, 15 DE MAIO DE 2012.

FEDERAÇÃO ÁRABE PALESTINA DO BRASIL

ELAYYAN ALADDIN                             EMIR MOURAD  
PRESIDENTE                                         SECRETÁRIO GERAL




Charge de Latuff: vitória da Palestina

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CARTA AO PROGRAMA 'ESPECIAL' DA GLOBO NEWS

São Paulo, 11 de maio de 2012.

Sr. Luiz Cláudio Latge, Diretor Executivo de Jornalismo da Globo,
Sra. Eugenia Moreyra, Diretora do Globo News,

O programa Especial da Globo News “Convivência entre israelenses e palestinos é tensa em prisão de segurança máxima”, veiculado no dia 06 de maio de 2012, trata o sistema penitenciário israelense como justo, moderno, sofisticado e democrático. No entanto, esta visão não corresponde à realidade. Cerca de 2000 prisioneiros políticos palestinos realizam uma greve de fome desde o dia 17 de abril último, em protesto pelo fim das detenções administrativas arbitrárias realizadas pelas forças de segurança israelenses, pelo cumprimento da IV Convenção de Genebra, que proíbe o traslado de prisioneiros dos territórios palestinos ocupados para o interior de Israel e por melhores condições de tratamento nas prisões: fim do confinamento em solitárias, fim da tortura física e psicológica, direito a receber visitas de parentes, advogados e médicos e acesso a livros, revistas e jornais. 

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) solicitou nesta terça-feira a Israel que autorizasse a transferência para um hospital de seis prisioneiros palestinos que estão em greve de fome.

O governo palestino e a União Europeia externaram na ultima terça feira, preocupação com o estado de saúde dos prisioneiros palestinos em greve de fome em Israel, em alguns casos, há mais de dois meses.
O governo do primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, afirmou nesta terça-feira que "considera Israel plenamente responsável pela segurança dos prisioneiros em greve de fome".

 "As missões da UE em Jerusalém e em Ramallah estão preocupadas com a deterioração do estado de saúde dos detidos palestinos em greve de fome há mais de dois meses. A UE pede ao governo de Israel que ponha a sua disposição toda a assistência médica necessária", informaram as missões em um comunicado.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, reiterou hoje o chamado à ONU para que exerça mais pressão sobre Israel e salve a vida de prisioneiros palestinos em greve de fome.

O chefe da missão palestina na ONU, Riyad Mansour, em carta a vários órgãos da entidade, inclusive o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral, para que atuem urgentemente para forçar à potência ocupante a cessar suas práticas ilegais de detenção administrativa e violações dos direitos humanos, descrevendo como ilegal a detenção administrativa de palestinos nos territórios ocupados, um conceito manejado por Israel para manter enclausuradas a pessoas sem acusações nem realização de julgamentos.

A reportagem veiculada pela Globo News tenta deslegitimar essas reivindicações e ao mesmo tempo apresentar os prisioneiros políticos, inclusive crianças, como se fossem terroristas desumanos. Contrariando princípios básicos do jornalismo, como “ouvir o outro lado”, a matéria deixou de ouvir fontes da Autoridade Nacional Palestina e ignorou fatos registrados por ONGs palestinas, israelenses e internacionais, como a prisão, agressão e humilhação que acontecem diariamente nas prisões israelenses, onde há inclusive mulheres e crianças, detidas sem acusação formal, nem direito de defesa. A reportagem não menciona que a maioria dessas pessoas, sobretudo as crianças, foram presas pela resistência à ocupação, por exemplo, pelo arremesso de pedras contra tanques e veículos blindados israelenses, empregados, várias vezes, na destruição de aldeias e em operações militares de intimidação da população civil.

A equipe de reportagem da Globo News nada diz sobre os métodos humilhantes de prisão, nem sobre os procedimentos nas cortes militares contra réus palestinos. Omite o fato de que crianças palestinas são presas na madrugada, vendadas e algemadas na frente de seus pais, que não podem visitá-las nem recebem qualquer informação sobre elas por tempo indeterminado. Os jornalistas não dizem que as crianças aprisionadas podem ficar até sete dias nas celas antes de serem levadas à presença de um juiz, que sofrem maus-tratos, tortura e até abusos sexuais na prisão, que são julgadas sozinhas, sem a presença dos pais, e que 95% das sentenças emitidas contra elas se baseiam em confissões obtidas à força. Hoje são cerca de 5 mil prisioneiros palestinos nos cárceres israelenses, sendo nove mulheres, 350 crianças e 22 parlamentares.

A Globo News ignora que a Suprema Corte de Israel já considerou ilegal a aplicação de dor física para obtenção de informações, e deixou de informar que o escritório de defensoria pública do Ministério da Justiça de Israel reconheceu as condições degradantes e desumanas das prisões israelenses.

A matéria veiculada não foi conduzida de acordo com critérios de objetividade, imparcialidade e distanciamento político que norteiam o bom jornalismo. Aproxima-se mais de uma peça de publicidade maniqueísta, com o claro objetivo de apresentar Israel como um país “civilizado e democrático” e os palestinos como “terroristas”, o que nem remotamente corresponde à realidade dos fatos. Deixamos registrado aqui o nosso mais veemente repúdio a essa distorção dos fatos, e convidamos a equipe de reportagem da Globo News a passar uma semana na Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém, para conhecer de perto os sofrimentos vividos diariamente pela população palestina, vítimas da violência e discriminação do apartheid de Israel, onde impera a ideologia sionista que trouxe a NAKBA (Catástrofe) ao povo palestino, que comemora nesse 15 de maio seus 64 anos de martírio e sofrimento.


Elayyan Aladdin                                                   Eduardo Elias
Presidente da FEPAL                                            Presidente da FEARAB
Federação Árabe Palestina do Brasil                     Federação de Entidades Árabe Brasileiras

Emir Mourad                                                       Claude Fahd Hajjar
Secretário Geral da FEPAL                                    Vice- Presidente de FEARAB – América                                                      Federação Árabe Palestina do Brasil                     Federação de Entidades Americano Árabes



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