terça-feira, 22 de novembro de 2016

Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino




















Futebol em solidareidade a Palestina




Solidariedade ao povo palestino




Em 1977, a Assembleia Geral do ONU pediu que fossem celebrados todos os anos no dia 29 de Novembro (resolução 32/40 B) O Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino. Com efeito, foi nesse dia que, no ano de 1947,  que a Assembleia Geral aprovou a resolução sobre a divisão da Palestina [resolução 181 (II)].

No dia 3 de Dezembro de 2001, a Assembleia tomou nota das medidas adotadas pelos Estados Membros para celebrar o dia e pediu-lhes que continuassem a dar a essa manifestação a maior publicidade possível (resolução 56/34). Reafirmando que as Nações Unidas têm uma responsabilidade permanente no que se refere à questão da Palestina, até que se resolva satisfatoriamente, no respeito pela legitimidade internacional, a Assembleia autorizou, no dia 3 de Dezembro de 2001, o Comitê para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino a continuar a promover o exercício de tais direitos, a adaptar o seu programa de trabalho em função dos acontecimentos e a insistir na necessidade de mobilizar a ajuda e o apoio ao povo palestino (resolução 56/33).

Foi solicitado ao Comitê que continuasse a cooperar com as organizações da sociedade civil palestina e outras, a fim de mobilizar o apoio da comunidade internacional a favor da realização, por parte do povo palestino, dos seus direitos inalienáveis e de uma solução pacífica para a questão da Palestina, e que envolvesse mais organizações da sociedade civil no seu trabalho.

Em 1947 a ONU era integrada por 57 países e o ambiente político era completamente dominado pelos EUA, que fizeram pressão sobre as pequenas nações. Com 25 votos a favor, 13 contra e 17 abstenções e, sem o consentimento dos legítimos donos da terra - o povo palestino, foi decidida a divisão da Palestina. A resolução de nº 181, determinou a divisão da Palestina em dois Estados: o Palestino e o Israelense. Na partilha do território, 56% da área caberiam aos israelense que, na fundação de seu Estado, ocuparam 78% do espaço e se valeram da força para promover a expulsão dos palestinos de seus lares e terras - que se refugiaram em acampamentos na Cisjordânia, Gaza, Líbano, Jordânia e Síria. Em 1967, Israel ocupou o restante do território que a divisão da ONU destinara à construção do Estado Palestino.

A efetivação do Estado Palestino independente, com Capital Jerusalém e o retorno dos refugiados (Resolução 194 da ONU)  são questões cruciais à construção de uma paz verdadeira no Oriente Médio, que precisa ser justa e respeitada para ser duradoura.

solidariedade ao povo palestino
SÃO PAULO


Estados e Municípios que instituíram o Dia de Solidariedade ao Povo Palestino:

- São Paulo – SP – Lei Estadual Nº 4439 - 1984
- Florianópolis – SC  –Lei Municipal Nº 3440/90 – 17/08/1990
- Mato Grosso – Lei Estadual Nº 5.751, DE 14/06/1991
- Ceará – Lei  Estadual Nº 11.892 - 20/12/1991
- Porto Alegre - Lei Municipal  6858 de 16/07/1991
- Pernambuco – Lei Estadual Nº 12.605 - 21/06/2004/95
- Campinas - Lei Municipal Nº 9.552 - 10/12/1997
- São Borja –RS - Lei Municipal Nº 3.002/2002 - 28/05/2002
- Bahia – Projeto Lei Estadual - 13074/2003
- Marília -SP -  Lei Municipal N° 5.862 - 17/06/2004
- Santa Maria – RS -  Lei Municipal  Nº 4907- 4/05/2006
- Quarai – RS – Lei Municipal – 2006
- Acegua – RS – Lei Municipal Nº 530/2007 – 13/06/2007
- Pelotas – RS-  Lei Municipal  Nº 4.015 - 25/04/2007
- Rio Grande do Sul - Lei Estadual Nº 377/2010 - 03/05/2011


Cebrapaz
Conferência Mundial Pela Paz - São Luís- MA - 20/nov/16


Nordeste- solidariedade com o povo palestino
RECIFE
Encotnro dos Palestinos do Nordeste


A primeira Lei no Brasil que institui o dia 29 de novembro como dia de Solidariedade ao Povo Palestino:

Lei Nº 4.439, de 7 de dezembro de 1984

Institui o “Dia da Solidariedade com o Povo Palestino”, a ser comemorado anualmente, no dia 29 de Novembro

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:

Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:

Artigo 1º - Fica instituído o “Dia da Solidariedade com o Povo Palestino” a ser comemorado, anualmente, no dia 29 de novembro.

Artigo 2º - O Governo do Estado de São Paulo e a Assembleia Legislativa promoverão atividades alusivas à efeméride.

Parágrafo único – Estas atividades serão desenvolvidas conjuntamente com entidades árabe - palestino - brasileiras, sediadas no Estado de São Paulo.

Artigo 3º - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, 7 de dezembro de 1984.

FRANCO MONTORO

Jorge Cunha Lima, Secretário Extraordinário da Cultura

Roberto Gusmão, Secretário do Governo


Autor da lei: Deputado Estadual Benedito Cintra – PCdoB




Folclore palestino
Grupo Folclórico Palestino de Uruguaiana em apresentação no Teatro Municipal de Uruguaiana - nov/16








Sociedade Beneficente Arabe Palestina
FEIRA DAS ETNIAS - URUGUAIANA - RS - 11,12 e 13 Novembro



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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Na Palestina a "demolição pode vir a qualquer momento" (por Jade Lopes)

Os acompanhantes ecumênicos na Palestina se dividem em seis times, em seis regiões diferentes da Cisjordânia ocupada. Cada região tem suas especificidades – alguns monitoram check points por onde passam os trabalhadores, outros acompanham crianças a caminho da escola, por exemplo. Mas há um tipo de incidente que tem se tornado cada vez mais comum em todas as regiões: as demolições levadas a cabo quase que diariamente pelas forças de segurança israelenses.


Desde os Acordos de Oslo de 1993, o território da Cisjordânia ocupada foi dividido em três áreas: a Área A, que fica sob controle civil e securitário da Autoridade Palestina (AP); a área B, onde a AP lida com os assuntos civis mas os órgãos militares israelenses se encarregam da parte de segurança; e a área C, que fica totalmente sob controle do poder ocupante tanto em assuntos militares quanto civis, o que inclui planejamento urbano e concessão de permissões para qualquer tipo de construção. A área C corresponde a cerca de 60% to território da Cisjordânia, enquanto que 22,8% é área B (os centros dos vilarejos rurais) e apenas 17,2% é considerado área A (os centros urbanos)1. Como mostra o mapa do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (UNOCHA), a única área contígua da Cisjordânia é a C, enquanto que as áreas A e B são como ilhas de territórios mais ou menos autônomos. Toda a extensão das fronteiras, assim como as principais estradas, são controladas pelas forças israelenses.


Essa divisão deveria ser temporária e teoricamente tinha por objetivo facilitar a retirada gradual do exército israelense da Cisjordânia: dentro de cinco anos, a área C deveria ser considerada B e as áreas B deveriam virar A – mas isso nunca aconteceu.

Apesar de ser, hoje, irregular, essa divisão afeta a população palestina todos os dias, especialmente aqueles que vivem área C. Eles são impedidos de construir novas casas ou abrigos para seus animais e até de reformar antigas estruturas sem antes conseguir permissão das autoridades israelenses. O processo para se candidatar a uma permissão é burocrático, demorado, caro, e mesmo assim é praticamente impossível que ela seja concedida2. Dessa forma, é muito comum que as famílias comecem a construir suas casas sem autorização. Nesses casos, as autoridades israelenses podem demolir as construções a qualquer momento.

Foi o que aconteceu com a comunidade beduína de Ein Ar-Rashash. Aqui, o alvo das demolições não eram nem sequer estruturas permanentes, mas tendas.



Todo o vilarejo foi demolido em fevereiro deste ano. Nos dias que se seguiram novas tendas foram providenciadas pela ONG Acted e em pouco tempo a comunidade se reergueu, mas desde então eles vivem sob constante ameaça de uma nova demolição. As 12 famílias que formam essa comunidade já tem um histórico de deslocamentos: antes da fundação do Estado de Israel em 1948, viviam no deserto do Negev; depois disso foram forçadas a se mudar para El-Khalil (Hebron), depois para os arredores de Jerusalém Oriental, para os arredores de Jericó e agora vivem aqui, em Ein Ar-Rashash na região de Nablus. Ao ser perguntado sobre o que espera do futuro, Ali Sahwahra responde:

“Que futuro? Estamos sitiados aqui. Não podemos ir a lugar nenhum porque cada vez mais terras na nossa volta viram assentamentos ou zonas de treinamento militar. Nem de noite temos descanso. Geralmente as pessoas dormem e descansam à noite, mas aqui, de noite ficamos ainda mais tensos. Dormimos ansiosos, de meia em meia hora, porque a qualquer momento o exército ou os colonos podem chegar e fazer o que quiserem conosco.”

O vilarejo beduíno de Al-Araqib oferece um exemplo extremo desse tipo de situação: no dia dois de novembro, a comunidade foi demolida pela 105ª vez desde 2010 – sendo que a penúltima demolição havia ocorrido menos de um mês antes, no dia 6 de outubro. 3

Segundo o artigo 53 da IV Convenção de Genebra4, referente à proteção de civis em tempos de guerra e em territórios ocupados, é proibido ao poder ocupante destruir qualquer tipo de construção no território ocupado, exceto se absolutamente necessário para fins militares. Em casos como os dessas vilas beduínas, demolidas e reconstruídas incontáveis vezes, não fica claro que tipo de ameça as tendas, as famílias e os rebanhos representam à segurança do Estado de Israel. Mesmo assim, de temos em tempos, as escavadeiras chegam e colocam tudo abaixo mais uma vez.




Na verdade, nem é necessário que a construção seja considerada irregular para que seja demolida. A cidade de Beita, na região de Nablus, é majoritariamente área B, o que significa que é necessário apenas conseguir permissão das autoridades palestinas para construir. Na madrugada do dia 3 de novembro, três lojas foram demolidas pelas forças militares israelenses. Os terrenos são de propriedade privada e estavam sendo alugados com permissão da prefeitura de Beita. Mohammed A., dono de uma dessas lojas, trabalha com alguns familiares e a renda do negócio sustenta suas respectivas famílias, o que soma cerca de 60 pessoas. Mohammed nos conta que recebeu a ordem de demolição há um ano e meio, e desde então já havia tomado medidas legais por meio de um advogado, alegando que o terreno era em área B e a construção estava regularizada – em vão.




Apesar das dificuldades e do sentimento permanente de insegurança, a vida segue em frente sob a ocupação militar. No dia seguinte à demolição, Mohammed e alguns familiares já se empenhavam na reconstrução das estruturas que haviam sido destruídas.


A política de demolições executada por Israel é ilegal do ponto de vista do direito internacional em mais de um aspecto, pois contraria a IV Convenção de Genebra e se baseia em um mecanismo criado para ser temporário, que deveria ter acabado em 1998. Para a população palestina, é um beco sem saída: não é possível construir na maior parte das terras, e, mesmo nos vilarejos onde deveria ser possível, as forças israelenses podem demolir sem restrições – e, claro, sem oferecer compensação. A sensação de vulnerabilidade é permanente, mas a população resiste a cada vez que decide reerguer suas casas, suas lojas, os abrigos de seus animais. Por aqui, existir é resistir.

1- Norwegian Refugee Council Training Manual (2015): Housing, Land and Property in the West Bank, Area C. pg. 18

2 - Norwegian Refugee Council Training Manual (2015): Housing, Land and Property in the West Bank, Area C. pg. 32-22





Jade Lopes é formada em Relações Internacionais e no momento participa de um programa de observação de direitos humanos na Palestina chamado PAEPI (Programa de Acompanhamento Ecumênico na Palestina e em Israel – EAPPI na sigla em inglês).


Fonte: Sul21


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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Dia Nacional da Declaração do Estado da Palestina - 15 de Novembro


palestinos e as bandeiras do Estado da Palestina

O Secretário Geral da OLP, Dr. Saeb Erekat, marcou o Dia Nacional do Estado da Palestina


Comunicado de Imprensa - 15/11/16


Nós marcamos 28 anos desde que o Conselho Nacional Palestino, representando palestinos em todo o mundo, declarou o Estado da Palestina na fronteira de 1967, endossando todos os princípios do direito internacional e das resoluções da ONU. Este momento histórico também marcou a dolorosa concessão de reconhecer Israel sobre 78% da Palestina histórica.

Israel encontrou nosso compromisso histórico com mais opressão e desapropriação. O número de colonos hoje ultrapassa 650.000, contra 180.000 há 28 anos. O nosso povo heróico, tanto no exílio como na pátria, manteve-se firme no caminho da liberdade e da independência.

A comunidade internacional falhou na sua responsabilidade de corrigir esta injustiça histórica e permanente, e tentou equalizar as responsabilidades do ocupante e do ocupado. Essas falhas só alimentaram a cultura israelense de impunidade e ódio, incluindo suas agressões diárias contra o nosso povo.

A nossa visão de paz baseia-se na Iniciativa de Paz Árabe: Dois Estados soberanos na fronteira de 1967, com Jerusalém Oriental como capital da Palestina e uma solução justa para a questão dos refugiados baseada na Resolução 194 da UNGA, em troca da normalização completa das relações entre o resto da nossa região e o Estado de Israel.

Em contraste, Israel tem apenas planos de oferta para expansão de assentamentos, tensões regionais e mais discriminação, racismo e ódio. A ocupação de nosso país trouxe um enorme custo para nossa nação, incluindo o roubo em curso de nossos recursos naturais e violações sistemáticas de nossos direitos humanos e nacionais. Mais uma vez, apelamos à comunidade internacional para que ponha termo a todas as relações com Israel, incluindo a proibição de todos os produtos de colonização, a alienação de empresas que lucram direta ou indiretamente com a ocupação israelense e sanção frente a negação do nosso direito inalienável à autodeterminação.

Jerusalém Oriental foi ocupada e ilegalmente anexada há quase 50 anos. Não haverá um Estado independente da Palestina sem Jerusalém Oriental sendo sua capital. Apesar das tentativas israelenses de mudar sua identidade histórica, incluindo sua contínua separação do resto da Palestina, as ameaças ao status quo no Conjunto da Mesquita Al-Aqsa, as restrições para acessar o Santo Sepulcro e, mais recentemente, uma lei para impedir que as mesquitas anunciem suas chamadas para as orações, o Adhan, a Palestina continuará a defender os direitos do nosso povo e do património em Jerusalém, uma cidade sagrada para as três religiões monoteístas, como foi decidido pela UNESCO.

Ao longo dos últimos 28 anos, o Estado da Palestina foi reconhecido por 138 Estados e obteve adesão plena em várias organizações internacionais, incluindo o Tribunal Penal Internacional. Também fomos reconhecidos como um estado nas Nações Unidas. Este processo bem sucedido de internacionalização é tanto um direito soberano como uma mensagem de esperança para o nosso povo. Exortamos, pois, os Estados que não reconheceram a Palestina a fazê-lo, a fim de reafirmar os nossos direitos nacionais e de evitar o colapso total da solução dos dois Estados.

Há alguns dias, 11 de novembro, marcou 12 anos desde que nosso líder, Yasser Arafat, deixou este mundo. Sobre a nossa declaração de independência lida em 15 de novembro de 1988, o Presidente Arafat disse: "Exortamos nosso grande povo a se unir à bandeira da Palestina, a defendê-la e amá-la para que ela seja sempre o símbolo da nossa liberdade e dignidade nessa Pátria, que é uma pátria para o livre, agora e sempre."


Continuamos o nosso caminho rumo à independência do nosso Estado, elevando nossa orgulhosa bandeira. Isso inclui o nosso trabalho em organizações internacionais, já que estamos trabalhando para apresentar uma resolução diante do Conselho de Segurança da ONU nas próximas semanas. Exortamos todos os membros, particularmente os Estados Unidos, a permitir que o Conselho de Segurança exerça sua responsabilidade pela paz e segurança na Palestina.


Tradução: Blog Sanaúd-Voltaremos
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video
Yasser Arafat declara o Estado da Palestina independente na reunião do Consleho Nacional Palestino - 15/11/1988




Arafat declara o Estado da Palestina independente


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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A história da catarinense que trabalhou como voluntária em campo de refugiados na Palestina

Manuela Jorge - refugiados palestinos
Além de ampliar visão de mundo, Manuela Jorge casou-se com Dawud Alazraq, palestino 
nascido e criado no campo de refugiados de Aida - Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS


Manuela Jorge sempre se encantou pelas questões do Oriente Médio e direito humanitário. No dia seguinte à colação de grau em Relações Internacionais pela Unisul, em 2013, estava em um avião para passar seis meses na cidade palestina de Belém, na região da Cisjordânia, para trabalhar como voluntária no campo de refugiados de Aida. A proposta era ampliar a visão de mundo, mas não imaginava que a experiência fosse ser tão transformadora: ela se apaixonou, casou, adiou projetos de estudos no Canadá e conquistou uma bolsa na Universidade de Glasgow, na Escócia.

Antes de partir para a Palestina, a catarinense de 26 anos, natural de Florianópolis, fez um trabalho de imersão atuando na comunicação de duas ONGs locais. Entre ações militares de Israel e de guerrilha dos palestinos, aprendeu que as generalizações são ainda mais perigosas:

– O que mais me impressionou foi a diferença de visão que surge depois de se compreender melhor os outros e o seu mundo. Ter uma religião em comum não significa que são ou somos todos iguais.

Manuela acrescenta que a convivência com outras culturas em Belém, cidade que recebe muitos turistas, colabora para uma miscigenação de orientais e ocidentais. Ainda assim, ressalta a opressão do exército de Israel sobre os palestinos.


– É um território palestino de direito pela ONU, mas que está recortado pela força militar israelense. Aida é um lugar cercado por um muro ilegal, onde uma base do exército revida pedradas com tiros. Os palestinos vivem em estado de ocupação, sem liberdade ou perspectiva socioeconômicas – avalia a estudante.

Força a mais para buscar o sonho

As experiências culturais deram a Manuela o entendimento de que as relações humanas e entre países são extremamente conectadas e consequências umas da outras. Para ela, não há como desassociar a situação dos refugiados que cruzam o mar em situação precária para entrar na Europa com o caos que esses países enfrentam com as guerras no Oriente Médio.

— O mundo é muito mais do que vemos em casa nos noticiários. Construímos valores de "isso sempre foi assim, isso está longe demais, não me afeta" e esquecemos que são pessoas e que, sim, as consequências impactam o mundo inteiro — diz.

Sem pretensão de mudar o mundo, Manuela busca o sonho de tornar pelo menos a vida de algumas pessoas melhor. Depois de se afastar dos estudos, após o retorno para o Brasil, ela conseguiu uma bolsa na Universidade de Glasgow, na Escócia, para o mestrado em Direito Humano e Política Internacional.

Estudar fora era um sonho que mantinha desde 2013, em sua primeira passagem pelo Oriente Médio. O amor a levou a adiar os planos. Manuela se apaixonou por Dawud Alazraq, palestino nascido e criado no campo de refugiados de Aida. Os dois casaram ainda na Palestina e retornaram para o Brasil.

Até conhecer Dawud, Manuela tinha pretensões de fazer mestrado no Canadá, mas adiou o plano porque ele a afastaria do amado. Três anos depois, com incentivo do marido, resolveu retomar o objetivo. A resposta veio diretamente da Escócia, para onde ela embarca ao lado de Dawud no dia 28 deste mês.

Fonte: Diário Catarinense

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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Google eliminou denominação geográfica Palestina, denuncia sindicato


Google, onde está a Palestina?




O nome da Palestina não aparece no Google Maps. Um sindicato denominado Fórum de Jornalistas Palestinos denunciou que o Google eliminou o nome do país de sua ferramenta cartográfica. Fontes da empresa indicaram ao EL PAÍS que o Google não apagou a denominação ou qualquer outra informação sobre a região e que não houve mudança em relação à Palestina nem à região em geral.

Em sua versão atual, o Google Maps não mostra nem “Cisjordânia” nem “Palestina” sobre o território cisjordaniano, mas mantém “Israel” nos territórios israelenses. Também não há denominação genérica no caso da Faixa da Gaza, embora apareça o nome da cidade de Gaza.

O sindicalizado de jornalistas atribui a suposta decisão do Google a um “plano israelense para firmar seu nome como Estado legítimo nas gerações futuras e abolir o nome da Palestina para sempre”. “O movimento pretende falsificar a história, a geografia e o direito dos palestinos a sua pátria”, indicou a organização, citada pelo site Middle East Monitor. O sindicato exigiu que a empresa de tecnologia se retrate das supostas mudanças. Musa Shaer, diretora da entidade, pediu “muita pressão” para que o Google devolva o termo Palestina ao mapa. O Twitter repercutiu a polêmica com a etiqueta Palestine is here.

Os mapas do Google mostram as fronteiras nacionais com uma linha contínua e grossa e as fronteiras regionais com uma linha mais fina. No caso de Cisjordânia e Gaza, a fronteira com Israel figura como uma linha tracejada. Sobre a divisa cisjordaniana se lê, em inglês, “Linha do acordo de armistício de 1949” e sobre a de Gaza, “Linha do acordo de armistício de 1950”. O Google marca com uma linha pontilhada os limites das Colinas de Golã. No caso da fronteira entre a Cisjordânia e a Jordânia, o mapa também opta por uma linha pontilhada, com a legenda “Linha do tratado de 1990”.

A ferramenta reconhece a localização dos territórios em sua ferramenta de busca por texto. Ao teclar “Palestina”, mostra-se o mapa completo de Israel e dos territórios palestinos. Ao introduzir “Cisjordânia”, destaca em vermelho especificamente o território cisjordaniano. A ferramenta responde mostrando uma ampliação da cidade da Gaza, não de toda a Faixa, quando se pede para localizar a zona.


Em um comunicado oficial que não menciona o caso específico de Israel e Palestina, a empresa com sede na Califórnia explicou que a informação de seus mapas provém de fontes diversas. “Os dados básicos (como os nomes de lugares, fronteiras ou rodovias) são obtidos de uma combinação de fornecedores e fontes públicas. Em geral, essa informação é muito completa e se atualiza continuamente, mas a quantidade de dados com que contamos varia de um lugar para outro”, aponta o Google.

Fonte: EL PAÍS


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domingo, 31 de julho de 2016

Palestinos estão sem uniformes nas Olimpíadas Rio 2016, Israel barrou na alfândega

Palestina - Olimpiada Rio 2016
Atletas Simon Yacoub e Ahmed (Gebrel) ao centro posam ao lado de técnico alemão e da chefe de missão da Palestina Ghayda Abuzazayyad - Imagem: Fábio Aleixo/UOL


Na reportagem de Fábio Aleixo no UOL Olimpíadas 2016 em 31/07/16 , intitulada “Palestinos sofrem sem uniformes na Rio-2016 e fazem apelo ao COI”, relata que:

Os atletas da Palestina que participarão da Olimpíada do Rio de Janeiro a partir de sexta-feira vivem uma situação delicada a seis dias da cerimônia de abertura. Estão sem roupas de treinamento e competição e não sabem como farão para resolver o problema.
 Isso ocorre pois todo o equipamento esportivo enviado pela fabricante chinesa Peak está preso na alfândega de Israel, segundo informou ao UOL Esporte a chefe de delegação Ghayda Abuzazayyad.

Leia a matéria completa: 




 Os esportistas palestinos sofrem , igual ao seu povo,  a ocupação militar de Israel. Tudo é dificultado, desde a locomoção para os locais de competição e treinos até para passar material esportivo na alfandega israelense. O povo palestino é cercado por ar, mar e terra, tudo que sai e entra na Palestina é controlado por Israel.  Há inúmeros relatos dos sofrimentos, inclusive mortes,  pelos quais passam os atletas palestinos e palestinas. 

A delegação palestina que está no Rio para as olimpíadas é composta por seis atletas:

Mary Al Atrash – Natação - 50 metros estilo livre
Ahmed Jibril – Natação – 200 e 400 metros estilo livre
Mayada Sayad – Atletismo - Maratona
Mohammed Abu Khousa – Atletismo – 100 e 200 metros rasos
Christian Zimerman – Hipismo
Simon Yacoub - Judô


Palestina - Rio 2016
A nadadora Mary Al Atrash relatou para o Portal Terra toda a sua trajetória esportista:



Palestina nas Olimpíadas rio 2016Hussam Fares Azzam será o único para-atleta palestino a participar das Paraolimpíadas de 2016 no Brasil, praticando o arremesso de peso. Azzam já ofereceu ao seu país, à Palestina, inúmeras medalhas. Sendo um para-atleta, palestino e residente em Gaza, na faixa litorânea sob bloqueio pelo Estado de Israel e pelo Egito, o esportista tem encontrado diversas dificuldades.” : relato do Conselho de Cidadãos na Palestina em sua página no Facebook onde procura apoio ao para-atleta:  https://www.facebook.com/ccbpal/?fref=ts





Saiba um pouco mais da trajetória palestina no esporte:


A MULHER ÁRABE, CRISTÃ E JOGADORA DE FUTEBOL QUE FUNDOU A SELEÇÃO DA PALESTINA E CHEGOU À FIFA



A DURA TRAJETÓRIA DA PALESTINA NO FUTEBOL

Palestinos superaram prisões, bombardeios, interrogatórios e perda de atletas para estar na elite do continente



CARTA ABERTA À FIFA PEDE EXPULSÃO DE ISRAEL


PALESTINA NAS OLIMPIADAS 2012: VITÓRIA DE UMA NAÇÃO MASSACRADA!
Os atletas palestinos nos jogos olímpicos de Londres-2102 são embaixadores do seu povo, embaixadores da paz, justiça e liberdade.


PALESTINA NAS OLIMPÍADAS 2008

http://sanaud-voltaremos.blogspot.com.br/2008/08/esporte-palestina-nas-olimpiadas-2008.html



VEJA TAMBÉM:





CORRIDA PELA PALESTINA SERÁ REALIZADA EM FOZ DO IGUAÇU






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