sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

ONU não reconhece Jerusalém como capital de Israel


Por maioria esmagadora de 128 votos, a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu não reconhecer Jerusalém como capital de Israel, decisão tomada após o presidente norte-americano ter ameaçado suspender a ajuda a países que votem contra os Estados Unidos.



Uma resolução sobre o estatuto de Jerusalém foi aprovada nessa quinta-feira (21) na Assembleia-Geral da ONU, com 128 votos a favor, nove votos contra, e 35 abstenções, representando uma grande vitória e apoio ao povo palestino para continuar sua luta na conquista de seus direitos nacionais inalienáveis ao retorno e estabelecimento do seu estado palestino independente e soberano, com capital Jerusalém Oriental.

A resolução apresentada pelo Egito e pelo Iêmen reafirmava dez resoluções do Conselho de Segurança de 1967 sobre Jerusalém, repetindo que o estatuto da cidade deveria ser decidido em negociações entre israelitas e palestinianos, e não unilateralmente como pretendem Israel e os EUA.

A resolução foi levada à Assembleia-Geral após o veto americano a uma resolução no Conselho de Segurança que declarava qualquer decisão sobre Jerusalém “inválida”. Não falava diretamente dos Estados Unidos, mas foi uma resposta à declaração do presidente norte-americano, Donald Trump, de que Jerusalém é a capital de Israel, e que a embaixada norte-americana passaria de Tel Aviv, onde estão todas as outras embaixadas, para Jerusalém, ignorando completamente o consenso internacional e o estatuto da cidade, que afirma que a parte oriental de Jerusalém é capital da Palestina (apesar de Israel dizer que é a sua capital e “indivisível”) e que qualquer mudança deve ser decidida no final de negociações entre israelitas e palestinos.

Ao contrário do que acontece no Conselho de Segurança, na Assembleia-Geral não há veto - por outro lado, as resoluções não são vinculativas.



Antes da votação, a embaixadora norte-americana nas Nações Unidas, Nikki Haley, declarou: “Na ONU somos sempre requisitados para fazer mais e dar mais. Por isso, quando tomamos uma decisão sobre onde colocar a nossa embaixada, não esperamos que os aqueles a quem temos ajudado nos atinjam. Na quinta-feira (21) vai haver uma votação que criticará a nossa escolha. Os Estados Unidos vão saber os nomes", ameaçando as nações que votassem contra a decisão de Trump.

Trump disse que caso houvesse muitos votos a favor da resolução e contra seu país, os EUA "poupariam muito", dando a entender que cortaria ajuda aos países que dossem contra a sua decisão. Um dos países que mais recebe ajuda norte-americana é o Egito, justamente aquele que apresentou a proposta.

A Turquia pediu aos países para não se deixarem influenciar pela “chantagem” norte-americana. Afeganistão e Mali retiraram o seu apoio à resolução após a pressão dos EUA, mas, ainda assim, a decisão intervencionista de Trump e unilateral de Israel em mudar o estatuto de Jerusalém contra a vontade e o direito do povo palestino não foi aprovada. 





domingo, 26 de novembro de 2017

Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino


27 de novembro - São Paulo







29 de novembro - Porto Alegre






30 de novembro - São Paulo





06 de dezembro- Brasília



ONU APROVA O DIA INTERNACIONAL DE SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO

Em 1977, a Assembleia Geral do ONU pediu que fossem celebrados todos os anos no dia 29 de Novembro (resolução 32/40 B) O Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino. Com efeito, foi nesse dia que, no ano de 1947,  que a Assembleia Geral aprovou a resolução sobre a divisão da Palestina [resolução 181 (II)].

No dia 3 de Dezembro de 2001, a Assembleia tomou nota das medidas adotadas pelos Estados Membros para celebrar o dia e pediu-lhes que continuassem a dar a essa manifestação a maior publicidade possível (resolução 56/34). Reafirmando que as Nações Unidas têm uma responsabilidade permanente no que se refere à questão da Palestina, até que se resolva satisfatoriamente, no respeito pela legitimidade internacional, a Assembleia autorizou, no dia 3 de Dezembro de 2001, o Comitê para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino a continuar a promover o exercício de tais direitos, a adaptar o seu programa de trabalho em função dos acontecimentos e a insistir na necessidade de mobilizar a ajuda e o apoio ao povo palestino (resolução 56/33).

Foi solicitado ao Comitê que continuasse a cooperar com as organizações da sociedade civil palestina e outras, a fim de mobilizar o apoio da comunidade internacional a favor da realização, por parte do povo palestino, dos seus direitos inalienáveis e de uma solução pacífica para a questão da Palestina, e que envolvesse mais organizações da sociedade civil no seu trabalho.

Em 1947 a ONU era integrada por 57 países e o ambiente político era completamente dominado pelos EUA, que fizeram pressão sobre as pequenas nações. Com 25 votos a favor, 13 contra e 17 abstenções e, sem o consentimento dos legítimos donos da terra - o povo palestino, foi decidida a divisão da Palestina. A resolução de nº 181, determinou a divisão da Palestina em dois Estados: o Palestino e o Israelense. Na partilha do território, 56% da área caberiam aos israelense que, na fundação de seu Estado, ocuparam 78% do espaço e se valeram da força para promover a expulsão dos palestinos de seus lares e terras - que se refugiaram em acampamentos na Cisjordânia, Gaza, Líbano, Jordânia e Síria. Em 1967, Israel ocupou o restante do território que a divisão da ONU destinara à construção do Estado Palestino.

A efetivação do Estado Palestino independente, com Capital Jerusalém e o retorno dos refugiados (Resolução 194 da ONU)  são questões cruciais à construção de uma paz verdadeira no Oriente Médio, que precisa ser justa e respeitada para ser duradoura.

...........................................................................................................................................


Estados e Municípios que instituíram o Dia de Solidariedade ao Povo Palestino:

- São Paulo – SP – Lei Estadual Nº 4439 - 1984
- Florianópolis – SC  –Lei Municipal Nº 3440/90 – 17/08/1990
- Mato Grosso – Lei Estadual Nº 5.751, DE 14/06/1991
- Ceará – Lei  Estadual Nº 11.892 - 20/12/1991
- Porto Alegre - Lei Municipal  6858 de 16/07/1991
- Pernambuco – Lei Estadual Nº 12.605 - 21/06/2004/95
- Campinas - Lei Municipal Nº 9.552 - 10/12/1997
- São Borja –RS - Lei Municipal Nº 3.002/2002 - 28/05/2002
- Bahia – Projeto Lei Estadual - 13074/2003
- Marília -SP -  Lei Municipal N° 5.862 - 17/06/2004
- Santa Maria – RS -  Lei Municipal  Nº 4907- 4/05/2006
- Quarai – RS – Lei Municipal – 2006
- Acegua – RS – Lei Municipal Nº 530/2007 – 13/06/2007
- Pelotas – RS-  Lei Municipal  Nº 4.015 - 25/04/2007
- Rio Grande do Sul - Lei Estadual Nº 377/2010 - 03/05/2011

...........................................................................................................................................

A primeira Lei no Brasil que institui o dia 29 de novembro como dia de Solidariedade ao Povo Palestino:

Lei Nº 4.439, de 7 de dezembro de 1984

Institui o “Dia da Solidariedade com o Povo Palestino”, a ser comemorado anualmente, no dia 29 de Novembro

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:

Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:

Artigo 1º - Fica instituído o “Dia da Solidariedade com o Povo Palestino” a ser comemorado, anualmente, no dia 29 de novembro.

Artigo 2º - O Governo do Estado de São Paulo e a Assembleia Legislativa promoverão atividades alusivas à efeméride.

Parágrafo único – Estas atividades serão desenvolvidas conjuntamente com entidades árabe - palestino - brasileiras, sediadas no Estado de São Paulo.

Artigo 3º - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, 7 de dezembro de 1984.

FRANCO MONTORO

Jorge Cunha Lima, Secretário Extraordinário da Cultura

Roberto Gusmão, Secretário do Governo

Autor da lei: Deputado Estadual Benedito Cintra – PCdoB



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

O IV Congresso da COPLAC - Confederação Palestina Latinoamericana e do Caribe


Comunidades palestinas da América Latina





Nicaragua Sede del IV Congreso de Confederaciones Palestinas en América Latina y el Caribe

Canal 4 Nicaragua : https://goo.gl/s9w3Pk




.................................................................................................




انطلاق اعمال المؤتمر الرابع لاتحاد الفدراليات الفلسطينية
 اتقرير : هارون عمايره – مانغو
تلفزيون فلسطين  Palestine tv : https://goo.gl/qu2StT



                                               .................................................................................................






Comunidades palestinas da América latina e Caribe
Agencia de Noticias Maan:



.................................................................................................




COPLAC - Confederação Palestina
Rafael Antonio Araya Masry (C, front), new president of the Palestinian Confederation of Latin America and the Caribbean, poses with members of the organization after being elected in Managua, Nicaragua, Oct. 22, 2017.

Read more: http://www.al-monitor.com/pulse/originals/2017/10/palestinian-diaspora-plo-activities-unity.html#ixzz4y1rPWLHd

.................................................................................................




Finaliza IV Congreso de la COPLAC en Managua
Buenas noticias, ya que la Confederación Palestina de América Latina y del Caribe (COPLAC), ya tiene nuevo Consejo Directivo para los próximos dos años.




.................................................................................................





Nicaragua, sede del IV Congreso de Conferencia Palestina de America Latina. Este fin de semana se llevó a cabo en Managua, Nicaragua el IV Congreso de la Conferencia Palestina de América Latina y El Caribe , misma que reunió a 130 delegados de diferentes organizaciones palestinas del continente. Más de un millón de ciudadanos palestinos viven en la región latinoamericana y éstos fueron llamados a realizar actividades en pro de la liberación del territorio.  teleSUR





.................................................................................................





Culmina IV Congreso de la COPLAC celebrado en Nicaragua
Nicaragua fue sede del IV Congreso de la Confederación de Palestina en América Latina y el Caribe (COPLAC).




.................................................................................................




Clausura con resultados exitosos el IV Congreso de la Confederación Palestina en América Latina y el Caribe

Palestinos e seus descendentes realizam Congresso



.................................................................................................



DECLARACION FINAL DEL IV CONGRESO DE LA CONFEDERACIÓN PALESTINA LATINOAMERICANA Y DEL CARIBE – COPLAC







.................................................................................................



بيان صحفي صادر عن وزارة الخارجية والمغتربين

Comunicado para Imprensa do Ministério de Relações Exteriores da Palestina sobre o 4º Congresso da COPLAC 




.................................................................................................




Cenas do Congresso e  entrevista com Hanan Jarrar – Conselheira para América Latina do Ministério Relações Exteriores e Expatriados

لقاء خاص - 26/10/2017 - مؤتمر كوبلاك واجهة فلسطين في أمريكا اللاتينية والكاريبي
ضيف الفقرة : - المستشار حنان جرار - مدير إدارة الأمريكيتين والكاريبي في وزارة الخارجية والمغتربين

TV Palestina:


 .................................................................................................



PÁGINA DA COPLAC NO FACEBOOK:





domingo, 5 de novembro de 2017

Presidente da Palestina: a Declaração Balfour marcou o inicio da tragédia do povo palestino

Presidente Abu Mazen


O jornal britânico The Guardian  publicou na última quinta-feira  (01/nov) artigo do Presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, onde lembra os cem anos da Declaração Balfour e suas consequências trágicas para o povo palestino  que perduram até os dias de hoje.

Tradução de Ualid Rabah, Diretor da FEPAL – Federação Árabe Palestina do Brasil.


Grã-Bretanha deve reparar (ao povo palestino) pela Declaração Balfour e os 100 anos de sofrimento

Mahmoud Abbas

Muitos britânicos não saberão sobre Sir Arthur James Balfour, um ministro dos Negócios Estrangeiros no início do século XX. Para 12 milhões de palestinos, seu nome é muito familiar. No centenário da declaração Balfour, o governo britânico deve aproveitar a oportunidade para fazer as coisas melhor.

Em seu escritório em Londres, em 2 de novembro de 1917, Balfour assinou uma carta prometendo a terra da Palestina à Federação Sionista, um movimento político recém estabelecido cujo objetivo era a criação de um Lar Nacional para os europeus judeus. Ele prometeu uma terra que não era sua para prometer, ignorando os direitos políticos de quem já morava lá. Para o povo palestino, meu povo, os eventos que desencadearam esta carta foram tão devastadores quanto são importantes.

Esta política britânica, que apoiou a imigração sionista na Palestina ao mesmo tempo em que negava o direito árabe-palestino à autodeterminação, criou tensões severas entre os imigrantes judeus europeus e a população palestina nativa. A Palestina (o último ponto da agenda de descolonização) e nós, sua gente, que procuram nosso direito inalienável à autodeterminação, sofremos nossa maior catástrofe, em árabe al Nakba.

Em 1948, as milícias sionistas expulsaram pela força mais de 800 mil homens, mulheres e crianças de sua terra natal, perpetrando massacres horríveis e destruindo centenas de aldeias no processo. Eu tinha 13 anos no momento da expulsão de Safad. A ocasião em que Israel celebra sua criação como Estado, os palestinos o recordamos como o dia mais sombrio de nossa história.

A declaração de Balfour não é algo que pode ser esquecido. Hoje em dia, os palestinos somam mais de 12 milhões e estão espalhados por todo o mundo. Alguns foram expulsos de sua pátria em 1948, com mais de 6 milhões vivendo no exílio até hoje. Aqueles que conseguiram permanecer em suas casas são aproximadamente 1,75 milhões e vivem em um sistema de discriminação institucionalizada no que é hoje o estado de Israel.

Aproximadamente 2,9 milhões de pessoas vivem na Cisjordânia sob uma ocupação militar - converteida em colonização, dos quais 300 mil são os habitantes nativos de Jerusalém, que até agora têm resistido às políticas destinadas a expulsá-los da cidade. Dois milhões vivem na Faixa de Gaza, uma prisão a céu aberto sujeita a uma destruição regular através da força total do aparelho militar de Israel.

A declaração Balfour não é algo para comemorar, precisamente não enquanto um dos povos afetados continuar a sofrer tal injustiça. A criação de uma pátria para um povo resultou na desapropriação e perseguição contínua de outro, agora estendida a um profundo desequilíbrio entre o ocupante e o ocupado. O equilíbrio deve ser corrigido, e a Grã-Bretanha tem uma grande responsabilidade em liderar o processo. As celebrações devem aguardar o dia em que todos nesta terra tenham liberdade, dignidade e igualdade.

O ato físico de assinar a declaração Balfour é algo do passado, não é algo que possa ser alterado. Mas é algo que pode ser feito melhor. Isso exigirá humildade e coragem. Será necessário chegar a um acordo com o passado, reconhecendo os erros e tomando medidas concretas para corrigir esses erros.

Congratulo-me com a integridade dos britânicos que pedem ao seu governo que tome estas medidas: os 274 deputados que votaram a favor do reconhecimento do Estado da Palestina; os milhares que têm pedido ao seu governo que peça desculpas pela declaração de Balfour; as ONGs e os grupos solidários que ocupam as ruas, advogando incansavelmente pelos nossos direitos como palestinos.

Apesar dos horrores que sofremos no século passado, o povo palestino manteve-se firme. Somos uma nação orgulhosa com uma rica herança de civilizações antigas e o berço das religiões abraâmicas. Ao longo dos anos, nos adaptamos às realidades que nos rodeiam - a cadeia de eventos desencadeada a partir de 1917 - e fizemos compromissos profundamente dolorosos por causa da paz, começando com a decisão de aceitar um Estado em apenas 22% de nossa pátria histórica, passando pelo reconhimento do Estado de Israel, sem qualquer reciprocidade até este momento.

Temos apoiado a solução de dois estados nos últimos 30 anos, uma solução cada vez mais impossível a cada dia que passa. Enquanto o Estado de Israel continuar a ser celebrado e recompensado, ao invés de prestar contas frente às normas universais por suas contínuas violações do direito internacional, não terá incentivo para acabar com a ocupação. Isto é agir de forma míope.

Israel e os amigos de Israel devem perceber que a solução de dois estados pode desaparecer, mas o povo palestino ainda estará aqui. Continuaremos a lutar pela nossa liberdade, quer essa liberdade venha através da solução de dois Estados ou, em última análise, pela igualdade de direitos para todos os que habitam a Palestina histórica. É hora de o governo britânico fazer sua parte. Passos concretos para acabar com a ocupação com base no direito internacional e as resoluções, incluindo a mais recente, a resolução 2334 do Conselho de Segurança da ONU, bem como o reconhecimento do Estado da Palestina na fronteira de 1967, com Jerusalém Oriental como sua capital, podem contribuir, em certa medida, para os direitos políticos do povo palestino.

Somente quando que esta injustiça seja aceita como tal, teremos as condições para uma paz justa e duradoura no Oriente Médio, para o bem dos palestinos, dos israelenses e do resto da região.


Mahmoud Abbas é Presidente do Estado da Palestina e Presidente do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

............................................................................................................

Matérias relacionadas ao Centenário da Declaração Balfour:



Mais de 20 mil manifestantes  protestam em Londres
contra a Declaração Balfour - 04/11/17




VOCÊ SABIA QUE SE FOSSE PALESTINO ACONTECERIA COM SUA FAMÍLIA O QUE ACONTECEU COM ESTA? E QUE TUDO COMEÇOU HÁ 100 ANOS ATRÁS, NA INGLATERRA?

Este filme, produzido pelo Centro de Retorno Palestino (Londres) e a Campanha de Desculpas de Balfour, coloca em vista as trágicas consequências da Declaração de Balfour (1917), em que o Ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Arthur Balfour, sinalizou o avanço para o estabelecimento de um Estado judeu na Palestina.

Legendado em 17 idiomas . Fonte: https://goo.gl/g7keTp 



Acesse também:





100 anos da Declaração Balfour


O que é a Declaraçao Balfour?

................................................................................











sábado, 14 de outubro de 2017

Comunidades palestinas da América Latina se reúnem em Manágua


Convocadas pela Confederação Palestina Latino Americana e do Caribe, COPLAC, entidade pertencente à Organização de Libertação da Palestina (OLP), as comunidades palestinas do continente se encontrarão na cidade de Manágua, na Nicarágua, entre os dias 19 e 22 de outubro de 2017. O encontro das comunidades acontece depois de vários anos de recesso, produto dos eventos que foram gerados na Palestina a partir dos acordos de Oslo.

Consultado sobre essa importante reunião, o Dr. Hanna Safieh,
Secretário Geral da instituição, declarou que "a COPLAC representa todos os palestinos na América Latina e Caribe e seus descendentes" e que "esse será seu IV Congresso, destinado a escolher nova diretoria e a reafirmar o compromisso inalienável de todos os palestinos da nossa América com a justa causa da libertação da pátria palestina”.

O evento contará com a presença do ministro das Relações Exteriores palestino, Riad Al Malki, com representantes do presidente do Estado da Palestina, Mahmoud Abbas, e será inaugurado pelo ministro das Relações Exteriores da Nicarágua, Denis Moncada.

Pelo menos 130 pessoas devem participar entre delegados e observadores que representam organizações comunitárias palestinas de 13 países, que discutirão formas de fortalecer a solidariedade latino-americana e caribenha com a causa palestina.

COPLAC-Imprensa: prensacoplac@gmail.com





Apoio da America Latina ao povo palestino e sua cuasa


...............................................................................................................................................


A imprensa repercute o IV Congresso palestino em Manágua:




































..........................................................................................................................................

COPLAC - 1984
I CONGRESSO DE COPLAC – SÃO PAULO – 1984

Veja aqui mais fotos e documentos do I Congresso: https://goo.gl/Qs7i7w 



COPLAC - 1987
II CONGRESSO DE COPLAC – LIMA – 1987

Veja aqui mais fotos e documentos do II Congresso: https://goo.gl/pyNTfb 



COPLAC - 1993
III CONGRESSO DE COPLAC – SANTIAGO – 1993

Veja aqui mais fotos e documentos do III Congresso:  https://goo.gl/TuVSGw


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O massacre de Sabra e Chatila, Israel e os crimes contra a humanidade





POR OCASIÃO DO 35º ANIVERSÁRIO DO MASSACRE DE SABRA E CHATILA, O SECRETÁRIO DA OLP – ORGANIZAÇÃO PARA A LIBERTAÇÃO DA PALESTINA, SAEB EREKAT, DECLAROU:


“Perseguiremos os criminosos de guerra israelenses para que sejam  responsabilizados legalmente pelos crimes contra a humanidade”


O Secretário do Comitê Executivo da Organização de Libertação da Palestina, Saeb Erekat, enfatizou que o direito das vítimas do povo palestino, onde quer que estejam, não estará sujeito a estatuto do esquecimento. O Estado da Palestina vai processar os criminosos de guerra israelenses e os responsabilizará por seus crimes contra a humanidade, dure o tempo que durar.

Erekat disse em um comunicado de imprensa por ocasião do 35º aniversário do massacre de Sabra e Shatila: "A ideologia do deslocamento forçado, da limpeza étnica e da matança sistemática em que o Estado de Israel se baseou desde a sua fundação até o presente se reflete em todo processo de desarraigar, demolir e matar. Este massacre vergonhoso é um lembrete para o mundo da ausência de responsabilidade e justiça, esse massacre continua afrontando a  era dos princípios dos direitos humanos e do direito internacional, que não processou os perpetradores deste e outros massacres, mas testemunhou suas promoções que são uma vergonha contra a humanidade, incentivou-os a cometer mais massacres e os brindou com a imunidade e excepcional idade".


Ele acrescentou: "Portanto, este massacre e outros crimes diários de Israel contra o nosso povo são um incentivo para a comunidade internacional assumir suas responsabilidades políticas e legais ao levar Israel, o poder ocupante, à responsabilidade internacional, levantar sua imunidade e acabar com sua ocupação e reconhecer plenamente o Estado da Palestina nas fronteiras de 1967. Com Jerusalém como sua capital, trabalhando duro para proibir os produtos de assentamento e boicotar as empresas que se beneficiam da existência de ocupação, colonização e apartheid na Palestina ".


Fonte: Al Watan Voice (em árabe)


Tradução: Emir Mourad

.............................................................................................................................................

Matérias relacionadas:















..........................................................................................................

Para pesquisar as publicações do Blog Sanaúd-Voltaremos, desde 2008,  acesse o Arquivo na barra lateral.



Leia as últimas publicações do Blog Sanaúd-Voltaremos:















Seguidores: