quinta-feira, 3 de maio de 2012

FOZ DO IGUAÇU, CAMPINAS E ITAIPU ASSINAM ACORDOS COM O PREFEITO DE JERICÓ


Itaipu e FPTI serão amigas de Jericó      

 24.abr.2012



Prefeito de Jerico e Diretor de Itaipu assinam acordo
Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binaciona
               
A Fundação Parque Tecnológico Itaipu – Brasil (FPTI) e a Prefeitura de Jericó, na Palestina, assinaram nesta terça-feira (24) um termo de cooperação nas áreas de tecnologia social, energia, meio ambiente, ciência, planejamento urbano, transporte e habitação entre as duas instituições.

O documento foi assinado pelo diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Samek; pelo embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben; pelo prefeito de Jericó, Hassan Saleh, e pelo diretor-superintendente do PTI, Juan Sotuyo.

O termo prevê o intercâmbio de tecnologias sociais e culturais. Jericó e o restante da Palestina, segundo Saleh, tem, entre outros interesses, investir em iniciativas voltadas para a produção de energia limpa e o cuidado com a água. “Temos problemas na geração de energia, não só em Jericó, mas em todo o estado. Vamos aproveitar muito o que a Itaipu e o PTI podem nos ensinar”, disse.

 “Foz é grata ao povo palestino por escolher essa terra para fazer negócios. Temos muito a aprender com eles, especialmente na área cultural, pois o Brasil é um país novo e Foz do Iguaçu é muito nova quando comparada a Jericó, a cidade mais velha do mundo”, agradeceu Samek. E acrescentou: “Temos milênios de cultura para buscar em Jericó. E vamos fazer isso. Esse documento transforma nossa vontade em ato concreto”.

Antes da assinatura, a comitiva palestina conheceu a estrutura do PTI. “O que eu vi hoje é uma bela imagem do Brasil. Esse País é uma potência econômica e educacional, além de exemplo de democracia. É um exemplo para todos nós”, retribuiu o prefeito de Jericó.

Foz e Jericó

A prefeitura de Foz do Iguaçu também assinou um protocolo de Irmanação e Cooperação com Jericó. A cerimônia aconteceu às 10h30 na Câmara Municipal. O objetivo é promover cooperação e fraternidade, por meio de intercâmbio cultural, social, turístico e econômico.

A irmanação também possui um viés geopolítico, pois, além da divulgação turística de ambas as cidades, a proposição é um instrumento de reconhecimento à cidade de Jericó e ao seu povo, que há tanto tempo luta por uma nação livre.  Aberta à comunidade, a solenidade incluiu a exibição de vídeos institucionais sobre os atrativos turísticos e a história das duas cidades irmanadas.

Segundo o vereador Nilton Bobato, autor da proposta, as duas cidades compartilham traços marcantes. “O mais notável na relação entre Foz e Jericó é a formação da identidade da cidade brasileira, cimentada em um amplo repertório étnico, principalmente com base na cultura árabe, que constitui a etnia com maior número de habitantes da fronteira”.

A presença da cultura árabe se estende à culinária, ao comércio, à religião e se mescla com a diversidade cultural da fronteira, constituindo uma unidade multicultural singular no País. Outra característica em comum é o potencial turístico das cidades. Foz do Iguaçu, com as exuberantes Cataratas do Iguaçu e a maior usina hidrelétrica em geração de energia, e Jericó, por abrigar uma das maiores fontes de pesquisa arqueológica.

Com mais de 10 mil anos de existência, é considerada um dos berços da civilização. A cidade tem uma população estimada em 40 mil habitantes e recebe cerca de 2 milhões de turistas por ano. O número é semelhante ao de visitantes recebidos pelas Cataratas do Iguaçu, um dos principais cartões postais do Brasil e uma das sete maravilhas da Natureza.



Prefeito Pedro Serafim recebe comitiva de Jericó, cidade irmã


26/04/2012

Diego Geraldo
Eliana Fernandes

Campinas é cidade irmã de Jericó da Palestina

  O prefeito Pedro Serafim recebeu na manhã desta quinta-feira, dia 26 de abril, uma comitiva de representantes da Autoridade Nacional Palestina, integrada pelo embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, e pelo prefeito de Jericó, Hassan Saleh Hussein. Jericó é cidade irmã de Campinas desde 2003.

Os palestinos vieram conhecer Campinas e sua estrutura e reforçar os laços de amizade entre os municípios. Antes da visita ao prefeito, a comitiva conheceu a estrutura das Centrais de Abastecimento de Campinas (Ceasa) e, depois de um almoço com Serafim, visitariam outros pontos de Campinas.

Durante o encontro, Serafim lembrou que era vereador, quando, em 2001, foi aprovada a lei municipal que oficializou Campinas e Jericó como cidades irmãs. “Aprovamos com muita alegria ter como irmã uma cidade com um patrimônio histórico e cultural de Jericó”, disse o prefeito.

Já o prefeito de Jericó, Hassan Saleh Hussein, destacou que Jericó recebe em torno de 2 milhões de visitantes por ano, e maior parte interessados no turismo religioso, e reforçou o desejo de transferência de ciência e educação entre as cidades. “Temos muito interesse em levar brasileiros para estudar em Jericó e trazer palestinos para Campinas. Para conhecer a cultura e as línguas, reforçando as relações entre os municípios”, disse.

Participaram do encontro no Gabinete o secretário de Desenvolvimento Econômico e Social, José Afonso da Costa Bittencourt e os vereadores Gilberto Cardoso Vermelho e Jorge Schneider.

Ceasa

Na Ceasa o interesse da comitiva foi conhecer, em especial, os programas sociais desenvolvidos na Central, em relação aos quais existe proposta para estabelecimento de projeto de cooperação.“Esta é uma oportunidade de troca de experiências e gostaríamos de recebê-los para nos ajudar a desenvolver ações de segurança alimentar nos países árabes”, disse Hussein.

O superintendente do Instituto Jerusalém do Brasil, Alki El-Khatib - que acompanha as autoridades palestinas na cidade - se comprometeu a elaborar este projeto de cooperação juntamente com a Ceasa.

O presidente da Central, Sérgio Luiz Juliano, ressaltou a honra de receber a comitiva. “Para nós é uma honra recebê-los e a proposta de parceria vem ao encontro, inclusive, de projeto que estamos desenvolvendo, o novo Plano Nacional do Abastecimento, uma incumbência da presidente Dilma Rousseff. A Ceasa de Campinas vai colaborar e servir de modelo no Plano justamente na área de segurança alimentar”, lembrou.

A visita da comitiva à Ceasa começou pelo Banco Municipal de Alimentos - que realiza arrecadação de produtos fora da Ceasa por meio de parcerias e campanhas, além de atividades educacionais - auxiliando 105 ONGs.

Na sequência os grupo visitou as instalações e a cozinha experimental do Departamento de Alimentação Escolar, responsável por operacionalizar a merenda de 566 escolas, garantindo uma média de 255 mil refeições por dia.

A ONG dos permissionários da Ceasa, Instituto de Solidariedade para Programas de Alimentação (ISA) também fez parte do roteiro da visita. No local foi explicado aos palestinos que lá chegam frutas, verduras e legumes doados pelos comerciantes da Central e que esses produtos são distribuídos para entidades assistenciais e famílias.

A visita à Ceasa terminou com um passeio pelos corredores do Mercado de Hortifrutigranjeiros que abastece mais de 500 cidades e movimenta em média 56 mil toneladas de produtos por mês.

Jericó

Localizada na depressão do Rio Jordão, a dez quilômetros do Mar Morto, num oásis tropical, motivo pelo qual é designada como “cidade das palmeiras”, Jericó é uma das cidades mais antigas de todo o mundo, segundo diversos trabalhos arqueológicos realizados na região.

A cidade é narrada na bíblia como a primeira a ser atacada por Josué e os israelitas quando eles entraram na terra prometida (Josué 6: 1-27). A Jericó bíblica, várias vezes citada nas escrituras sagradas, é universalmente conhecida pelo episódio de quando o povo hebreu fez cair suas inacessíveis muralhas tocando as trombetas.

Na região, pode-se ver ainda o Monte das Tentações – lugar onde Jesus jejuou por 40 dias após ser batizado por João Batista. Em 28 de novembro de 2001 foi assinado o protocolo de intenções de irmandade entre a municipalidade da cidade de Campinas e o município de Jericó. Em 2003, a lei municipal 11.552, de 16 de maio, que declara Jericó e Campinas cidades-irmãs, foi oficialmente publicada.







terça-feira, 1 de maio de 2012

Christians and Israel: ambassador is ridiculed in the CBS News! Os cristãos e Israel: embaixador é ridicularizado em programa da CBS News!



'60 Minutes' profiles Palestinian Christians, Michael Oren falls on his face
April 22, 2012


'60 Minutes" relata sobre os palestinos cristãos, Michael Oren quebra a cara

22/04/2012

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The above story ran on 60 Minutes tonight. It's a powerful piece showing life under occupation, and a damning portrait of Michael Oren as the chief spokesperson for Israel's unjust control over the West Bank. On the onerous permit regime that limits freedom of movement and defines Palestinian existence in the occupied territories Oren says, "It's their inconvenience, it's our survival." Oren tries to blame the dwindling Christian community in the West Bank on Islamic extremism, and Palestinian Christians interviewed nearly break out laughing. Not surprisingly, Oren calls Israel's Christian critics anti-Semites.

But perhaps the most revealing part of the show was Bob Simon sharing that Oren had complained to CBS News head Jeff Fager before the segment had even been aired, calling it "a hatchet job".
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A história acima ocorreu no programa “60 minutos” [da rede CBS News- EUA] esta noite [22/04/2012]. É um poderoso documentário mostrando a vida dos palestinos sob a ocupação israelense, e um retrato condenatório de Michael Oren [Embaixador de Israel em Washignton] como porta-voz chefe do controle injusto de Israel sobre a Cisjordânia [território palestino]. Sobre o regime de autorização israelense que limita a liberdade de movimento e a existência dos palestinos nos Territórios Palestinos Ocupados Oren diz: "É deles a inconveniência, é a nossa sobrevivência." Oren tenta culpar o extremismo islâmico sobre a diminuição da comunidade cristã na Cisjordânia, e os cristãos palestinos riem disso quando entrevistados. Não surpreendentemente, Oren qualifica as criticas dos cristãos de anti-semitismo.

Talvez a parte mais reveladora da entrevista entre o Embaixador israelense Michael Oren e o apresentador do programa, Bob Simon, foi quando Bob revelou que Oren, mesmo antes de o programa ir ao ar, contatou o Presidente da CBS News, Jeff Fagger, para dizer de sua desaprovação com o documentário, classificando-o como “trabalho hostil”.


[grifo do blog]


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Watch / read the excerpt from interview with the arrogant and cynical ambassador and his attempt to censor the program


Veja/Leia o trecho da entrevista com o prepotente e cínico embaixador e sua tentativa de censurar o programa

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Para Israel, pode haver sérias consequências econômicas. De acordo com números do governo israelense, o turismo é um negócio multibilionário lá. A maioria dos turistas é cristã. Muitos deles são americanos. Essa é uma razão por que os israelenses são muito sensíveis sobre a sua imagem nos Estados Unidos. E isso pode ser por isso que o embaixador Oren ligou para Jeff Fager, o chefe da CBS News e produtor executivo de 60 minutos, enquanto ainda estávamos relatando a história, muito antes da transmissão desta noite. Ele disse que tinha informações de que nossa história seria um "trabalho hostil".

Michael Oren: Pareceu-me absurdo. Completamente incompreensível que num momento em que essas comunidades, as comunidades cristãs em todo o Oriente Médio estão sendo oprimidos e massacrados, quando as igrejas estão sendo queimadas, quando uma das grandes histórias da história se desenrola? Eu acho que é - eu acho que é - eu acho que você me um pouco confuso.

Bob Simon: E era um motivo para chamar o presidente - presidente da CBS News?

Michael Oren: Bob, eu sou o embaixador do Estado de Israel. Eu faço isso muito, muito raramente, como embaixador. É apenas - é um passo extraordinário para mim queixar sobre algo. Quando eu soube que você estava indo fazer uma reportagem sobre os cristãos na Terra Santa e minha responsabilidade - e tinha, eu creio, informações sobre a natureza do mesmo, e foi confirmado por esta entrevista hoje.

Bob Simon: Nada foi confirmado pela entrevista, o Sr. Embaixador, porque você não sabe o que vai ser colocado no ar.

Michael Oren: Okay. Eu não sabia, verdade.

Bob Simon: Sr. Embaixador, eu venho fazendo isso há muito tempo. E eu tenho recebido muitas reações de praticamente todos que eu fiz histórias eles. Mas eu nunca tive uma reação diante de uma história que não foi transmitida ainda.

Michael Oren: Bem, há uma primeira vez para tudo, Bob.

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For Israel, there could be serious economic consequences. According to Israeli government figures, tourism is a multibillion dollar business there. Most tourists are Christian. Many of them are American. That's one reason why Israelis are very sensitive about their image in the United States. And that could be why Ambassador Oren phoned Jeff Fager, the head of CBS News and executive producer of 60 Minutes, while we were still reporting the story, long before tonight's broadcast. He said he had information our story was quote: "a hatchet job."

Michael Oren: It seemed to me outrageous. Completely incomprehensible that at a time when these communities, Christian communities throughout the Middle East are being oppressed and massacred, when churches are being burnt, when one of the great stories in history is unfolding? I think it's-- I think it's-- I think you got me a little bit mystified.

Bob Simon: And it was a reason to call the president of-- chairman of CBS News?

Michael Oren: Bob, I'm the ambassador of the State of Israel. I do that very, very infrequently as ambassador. It's just-- that's an extraordinary move for me to complain about something. When I heard that you were going to do a story about Christians in the Holy Land and my assum-- and-- and had, I believe, information about the nature of it, and it's been confirmed by this interview today.

Bob Simon: Nothing's been confirmed by the interview, Mr. Ambassador, because you don't know what's going to be put on air.

Michael Oren: Okay. I don't. True.

Bob Simon: Mr. Ambassador, I've been doing this a long time. And I've received lots of reactions from just about everyone I've done stories about. But I've never gotten a reaction before from a story that hasn't been broadcast yet.

Michael Oren: Well, there's a first time for everything, Bob.



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Palestinos cristãos respondem ao embaixador israelense Michael Oren


Palestinian Christians Respond to Israeli Ambassador Michael Oren


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No programa 60 Minutes da CBS em 22 de abril de 2012, o Embaixador de Israel para os EUA, Michael Oren, afirmou que os palestinos cristãos estavam deixando os territórios da Cisjordânia, ocupada por Israel, devido ao extremismo muçulmano e não a ocupação de Israel. Nós mostramos a cristãos palestinos na Cisjordânia os comentários de Oren e pedimos que comentassem.

On the CBS program 60 Minutes on April 22, 2012, the Israeli Ambassador to the U.S., Michael Oren, claimed Palestinian Christians were leaving the Israeli-occupied West Bank due to Muslim extremism and not Israel's occupation. We showed Palestinian Christians in the West Bank Oren's comments and asked for their response.


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Encenação teatral humorística da entrevista com o embaixador

Comical theatrical staging of the interview with the ambassador

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   “Well, there’s a first time for everything, Bob.”






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