quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Declaração de independência, impunidade e violência na Palestina

A declaração de independência da Palestina está prestes a completar 26 anos. Em 15 de novembro de 1988, o líder Yasser Arafat, falecido há 10 anos, emitiu na Argélia a declaração histórica acordada no seio do Conselho Nacional Palestino. A opção pela diplomacia então anunciada semeou esperança de libertação nacional, mas quase três décadas mais tarde, a ocupação israelense e a espiral de violência que a sustenta está mais arraigada e institucionalizada.


Por Moara Crivelente*, para o Vermelho


Soldados israelenses reprimem protesto de palestinos
Soldados israelenses reprimem protesto de palestinos 
na cidade de Kfar Kana, no início de novembro. Foto: Daily Mail
“Por autoridade da legitimidade internacional, como cunhada nas resoluções da ONU desde 1947; implementando o direito do povo árabe-palestino à autodeterminação, independência política e soberania sobre o seu solo; o Conselho Nacional proclama, em nome de Deus e do povo árabe-palestino, o estabelecimento do Estado da Palestina em nossa terra palestina, com a Sagrada Cidade de Jerusalém como sua capital.” Assim definia a Declaração da Argélia os parâmetros essenciais para o reconhecimento do Estado da Palestina, já retalhado e assentado no que restou do lar histórico dos palestinos. Depois desta declaração, os palestinos ainda tiveram de abrir mão de muito mais.

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Jerusalém é um ponto central da questão Israel-Palestina, sujeita às políticas de anexação e ocupação israelense, à expulsão gradual dos palestinos e à transformação do local sagrado para judeus e muçulmanos em alvo de demandas extremistas, como a destruição da importante mesquita de Al-Aqsa (terceiro local mais importante para o Islã) para a reconstrução de um Templo Judeu. Entretanto, mesmo palco de frequentes episódios de confronto e ocupação, Jerusalém é mantida persistentemente fora das “agendas de negociação” por Israel, que a reivindica como sua capital “indivisível”.

A reunião entre o secretário de Estado dos EUA John Kerry e o presidente palestino Mahmoud Abbas, nesta quinta-feira (13), na Jordânia, é outra tentativa do aliado do sionismo de acalmar ânimos. Kerry vende-se como “mediador”, mas sua ação resulta sempre na impunidade israelense. A espiral de violência instigada pelos discursos extremistas de Israel e pelo aparato midiático é outra vez atribuída aos palestinos, mas as políticas que sustentam a ocupação estão cada vez mais expostas.


Soldados israelenses invadem Esplanada das Mesquitas
Abbas e Kerry discutem como atenuar os confrontos em Jerusalém Oriental e, sobretudo, na esplanada das mesquitas, onde fica Al-Aqsa, mantida sob a tutela do reino hashemita da Jordânia. A violência no local tem incluído novamente a restrição arbitrária ao acesso para orações e a repressão muitas vezes fatal das forças israelenses contra os palestinos revoltados com a situação.

Na quarta-feira (12), o governo de Benjamin Netanyahu aprovou planos para a construção de 200 novas casas para israelenses em plena Jerusalém Oriental, palestina. A porção é, segundo consenso internacional, definida como capital palestina, mas a constante construção de colônias dentro da cidade e ao redor é estratégica para inviabilizar a contiguidade entre o local e o restante da Cisjordânia palestina.

Kerry criticou o anúncio israelense, mas durante o último período de negociações inócuas que o secretário ensaiou mediar, entre julho de2013 e abril de 2014, o governo sionista de Netanyahu, composto por pesados núcleos representantes dos colonos, anunciou a construção de 14 mil novas casas nas colônias ilegais em território palestino. Da mesma forma, as medidas foram timidamente classificadas de “contraproducentes” pelos EUA.

O embaixador palestino Riyad Mansour escreveu ao Conselho de Segurança da ONU no mesmo dia exigindo intervenção internacional a respeito das tensões em torno de Al-Aqsa, dias depois de o ministro da Economia israelense e porta-voz dos grupos extremistas no governo, Naftali Bennet, ter sugerido uma operação militar contra os palestinos de Jerusalém, fazendo referência às repressões brutais do governo israelense contra os levantes populares do início da década de 2000, a Segunda Intifada.

Responsabilizar Israel pela ocupação


Em artigo para a rede de análises políticas sobre a Palestina, Al-Shabaka, Nadia Hijab e Diana Buttu lembram de instrumentos jurídicos já à disposição para a investida legal dos palestinos contra a liderança israelense. Um exemplo é o parecer emitido pelo Tribunal Internacional de Justiça ainda em 2004 sobre as consequências legais da construção do muro de segregação, chamado pelos israelenses de “barreira de segurança”, que corta a Cisjordânia em mais de 700 quilômetros com um muro de oito metros de altura. No parecer, o TIJ reconhece a ilegalidade da construção e enfatiza os “regimes associados” a ela, como os postos de controle militar, portões de controle do acesso, permissões especiais e outras formas de restrição do movimento dos palestinos na Cisjordânia e para fora dela.


A brutalidade da ocupação israelense e o Muro do Apartheid
Além disso, o documento reafirma uma posição já adotada antes pela ONU, que se refere aos territórios palestinos da Cisjordânia, da Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental como "territórios ocupados". A definição é calculadamente rechaçada por Israel, entretanto, devido às consequências jurídicas derivadas do Direito Internacional Humanitário – sobretudo a 4ª Convenção de Genebra. O muro, porém, é apenas um exemplo do regime de segregação, sob o qual os palestinos vivem num estado de sítio e os colonos israelenses beneficiam-se de um regime civil de vantagens descomunais.

Pelos crimes de guerra cometidos novamente em Gaza em julho e agosto deste ano a liderança israelense deve ouvir conclusões do Conselho de Direitos Humanos da ONU em 2015, mas já se prepara para desconstruí-las. Outro relatório de mesmo teor, com 500 páginas de pareceres sobre os crimes perpetrados na ofensiva Chumbo Fundido (dezembro de 2008 / janeiro de 2009) foi rapidamente engavetado devido ao peso da propaganda israelense e a negligência das instâncias internacionais, ou sua politização.

No último mês, a condição da ocupação militar foi novamente extrapolada pelos episódios de violência escalada em todo o Estado ocupado da Palestina – termo empregado pelas autoridades nos documentos oficiais palestinos - após os mais de 50 dias de bombardeios devastadores na Faixa de Gaza e durante uma ofensiva militar já em curso na Cisjordânia.

A violência em Jerusalém Oriental é deliberadamente apresentada como uma questão religiosa devido à sua importância cultural e histórica. Em toda a Cisjordânia, demolições de lares, detenções arbitárias - cerca de sete mil palestinos são prisioneiros de Israel - e a fatalidade das repressões, além da violência dos colonos nos territórios palestinos, são as novas constantes dos noticiários recheados de "racionalizações" sobre a atuação israelense contra uma suposta "ameaça terrorista" com contornos de "fanatismo", em que apenas as ações palestinas são valoradas. 

A instrumentalização da religião para mobilizar o apoio extremista que o aparato israelense de ocupação tem logrado mobilizar é estratégica, como já se argumentou em diversas ocasiões. Uma questão política, de colonização imperialista, ocupação e genocídio é assim simplificada e resumida para mantê-la sob a aparência de uma condição intratável, sem solução, enquanto o regime de ocupação militar também é expandido sob o pretexto da “preocupação securitária”. Neste ponto, é desnecessário dizer que se trata apenas e somente da segurança de Israel, uma vez que a segurança dos palestinos, em todas as suas representações, é inexistente.


*Moara Crivelente é cientista política e jornalista, membro do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), assessorando a presidência do Conselho Mundial da Paz.

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Embaixador garante que Palestina resistirá aos ataques israelenses

Embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben
Ibrahim Alzeben cumpriu agenda em Curitiba, capital paranaense, onde ministrou uma palestra para
estudantes                                                                                                    Foto: Joka Madruga


BRASIL DE FATO - Por Gustavo Henrique Vidal
De Curitiba (Paraná)

O embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, garantiu que a população mais antiga do mundo não será extinta. As recentes ondas de ataque ao povo palestino suscitaram dúvidas com relação ao futuro da população, mas Alzeben foi enfático. “Resistiremos pela sobrevivência de um povo”, destacou o embaixador em todas as reuniões e palestras que participou em Curitiba.
Alzeben, que é nascido na Jordânia, também uma das vítimas da ocupação israelense, esteve por três dias no Paraná para conversar com autoridades e estudantes em busca de apoio à luta pela liberdade e independência da Palestina.
Após reuniões com o prefeito Gustavo Fruet, o vice-governador, Flávio Arns, e o presidente da Câmara, vereador Paulo Salamuni, o embaixador falou para quase 500 pessoas na Faculdade Uninter.
"Esse contato com outros países é importante para elevarmos o apoio internacional contra a invasão de Israel. A Palestina vai recorrer aos tribunais internacionais pelo fim do genocídio e por sua liberdade", afirmou Alzeben.
 "Não estamos numa luta religiosa. A guerra, instaurada muito mais pela vontade dos israelenses visando o controle do território, é política. A religião judaica ou a islamita não tem nada a ver com esse conflito”, completou.
Apoio no Paraná
Em 2014, a Organização das Nações Unidas decretou o "Ano Internacional de Solidariedade com o Povo da Palestina" e as embaixadas do país pelo mundo têm buscado ações com aliados para a reconstrução das cidades e doações de alimentos às famílias palestinas.
"Com as investidas de Israel cada vez mais brutais, aumenta o sofrimento e a dificuldade de sobrevivência", explicou Alzeben.
Flávio Arns e Gustavo Fruet afirmaram que estudarão ações para campanhas solidárias à Palestina encampadas pelos governos.
Na Câmara de Vereadores, o embaixador recebeu um compromisso de parlamentares locais. "Vamos propor um projeto de Lei que nomeie uma cidade-irmã de Curitiba", afirmou o vereador Jorge Bernadi, que acompanhou a audiência.
Nablus, cidade localizada ao norte da Cisjordânia, foi escolhida como a possível irmã da capital do Paraná.
Redes sociais
A crueldade dos ataques de Israel tem dificultado cada vez mais que as investidas sejam negadas pela grande mídia. Historicamente, a imprensa comercial mostra um viés de “defesa” judaica aos ataques do Hamas do que os ataques iniciados pelos israelenses.
“Esse genocídio não pode mais ser escondido. As empresas de comunicação que ‘encobriam’ a verdade hoje precisam publicar o que aparece pelas mídias sociais, sob risco de descrédito”, ressalta Alzeben.
As redes sociais, aliás, viraram as grandes aliadas. Conectados, palestinos alimentam com informações os movimentos aliados e personalidades mundiais mostrando "o outro lado", o lado real.

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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Os brasileiros que estiveram com Arafat antes de sua morte

EM MEMÓRIA AO 10º ANIVERSÁRIO DO MARTÍRIO DO LÍDER YASSER ARAFAT


1929- 2004

atualizado em 10/11/16



Em memória ao 10º aniversário da morte de Yasser Arafat


Em abril de 2004, uma delegação de parlamentares brasileiros visitou a Palestina ocupada com o objetivo de levar a solidariedade do Governo e do Parlamento brasileiro ao povo palestino e ao líder Yasser Arafat, Presidente da Autoridade Nacional Palestina e da OLP - Organização para a Libertação da Palestina. Foram os últimos brasileiros que estiveram com Arafat em vida, que venho a falecer em novembro do mesmo ano dessa visita histórica.


Nota do Blog: Sobre a morte de Yasser Arafat, recomendamos a leitura da matéria “Embaixador palestino no Brasil não duvida que Arafat possa ter sido assassinado


Brasileiros com Yasser Arafat

 A Delegacao da Frente Parlamentar Brasil-Árabe entregou a Bandeira Brasileira ao líder Yasser Arafat, na sede da Autoridade Palestina, onde ficou confinado por mais de dois anos, cercado pelas tropas israelenses de ocupação. Segundo o secretário-geral da Frente Parlamentar, deputado Jamil Murad(PCdoB-SP), ao receber a bandeira Arafat a beijou para depois guardá-la.


  

Delegação Brasileira reunida com Yasser Arafat

Deputada Vanessa Grazziotin e Yasser Arafat

Foram os últimos brasileiros que estiveram com Arafat em vida, que venho a falecer em novembro do mesmo ano dessa visita histórica. Da esquerda para a direita: Yasser Arafat; Deputado Federal Jamil Murad (PCdoB-SP), Chefe da Delegação e secretário-geral da Liga Parlamentar Árabe-Brasileira; Deputado Federal Nilson Mourão (PT-AC); Deputado Federal Leonardo Mattos (PV-MG) e Deputada Federal Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

 A delegação brasileira foi acompanhada pelo embaixador da Autoridade Palestina no Brasil, Musa Amer Odeh; Embaixador do Brasil em Tel Aviv, Sérgio Eduardo Moreira Lima e pelo Presidente da FEPAL – Federação Árabe Palestina do Brasil, Farid Suwwan.



  
Parlamentares entregam carta a Yasser Arafat

O deputado Nilson Mourão propôs a deflagração de uma campanha mundial pela liberdade do Presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat. Ameaçado de morte pelo governo de Israel, Arafat vivia confinado em seu quartel-general, em Ramallah, cercado pelas tropas israelenses de ocupação. "É um absurdo um presidente não poder visitar suas cidades. São os prefeitos e governadores que vão despachar com Arafat em seu quartel-general. E o mais grave é que nem todos podem sair de lá depois", lamentou.





Deputado Jamil Murad com Yasser Arafat

"Arafat está preso há mais de dois anos. Então, receber uma delegação representando o Parlamento brasileiro para lhe dar solidariedade é importante. Nós viemos aqui numa missão contra a guerra e pela paz. Esse é o compromisso do Parlamento brasileiro, do Governo e do povo do Brasil" declarou Jamil Murad.




  
Arafat discursa na sede presidencial em Ramallah

 O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Yasser Arafat, agradeceu, em carta encaminhada ao gabinete do deputado federal Jamil Murad (PCdoB-SP), a visita da comitiva de quatro deputados brasileiros a Rammallah, na Cisjordânia, em abril deste ano.

 "É com muito apreço que escrevo esta carta ao caro irmão para expressar-lhe os meus sentimentos de profunda gratidão pela demonstração de grande apoio e solidariedade fraterna com o nosso povo", diz a carta de Arafat.

 "Consideramos extremamente valiosa a vossa postura solidária, humana e nobre, bem como a de todos os amigos da Liga Parlamentar Brasil-Árabe, Temos muito orgulho do vosso importante papel no fortalecimento e estreitamento das relações árabe-brasileiras, bem como da elevação dessas relações às mais altas posições", acrescentou Arafat no texto.





Delegação brasileira visita territórios palestinos

 A delegação brasileira se comoveu com o drama vivido pelos palestinos. "É um povo acuado, vigiado e sem acesso aos direitos mais elementares, como o de ir e vir", afirmou o parlamentar acreano. Ele explicou que os muros estão separando cidades, pessoas e famílias. "Eles derrubam tudo para fazer as cercas. Vimos centros comerciais, escolas, hospitais e plantações destruídas para darem lugar ao muro. Israel está acuando os palestinos para forçá-los a irem embora e desistirem da criação de seu Estado, já reconhecido pela ONU", afirmou Nilson Mourão.

 Segundo o deputado, existem no mundo cerca de nove milhões de palestinos, com quatro milhões deles ainda resistindo e lutando nos territórios ocupados, pela criação do seu Estado. A grande maioria dos outros 5 milhões vivem em campos de refugiados na Jordânia, Síria e Libano.






Brasileiros passam por check point israelense
 UM CHECK POINT / POSTO MILITAR ISRAELENSE NOS TERRITÓRIOS PALESTINOS OCUPADOS.
 São 720 postos militares que controlam a entrada e saídas dos palestinos. "É um verdadeiro horror. Para ir de uma cidade a outra, um processo que durava uma hora antes dos muros, agora leva até um dia inteiro. É comum ver pessoas morrerem ou crianças nascerem nos postos antes de seus familiares conseguirem autorização para entrar ou sair de uma cidade", relatou Nilson Mourão.





Parlamentares brasileiros repudiam muro do apartheid de Israel
MURO DO APARTHEID, DO RACISMO ISRAELENSE, MURO DA VERGONHA!
 Dois dias depois de se encontrarem com o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, um grupo de quatro deputados federais foi vítima anteontem de um ataque com bombas de gás lacrimogêneo durante visita à Faixa de Gaza. Segundo relato do secretário-geral da Liga Parlamentar Brasil-Árabe e coordenador do grupo, deputado Jamil Murad (PC do B-SP), os parlamentares foram atacados por soldados do exército israelense quando foram visitar as obras do muro de 700 quilômetros (hoje são mais de 2000 kms) que Israel está construindo para isolar os territórios palestinos ocupados.

 Os deputados, que estão em Israel desde o início da semana, estavam acompanhados do embaixador do Brasil em Tel Aviv Sérgio Eduardo Moreira Lima, e pelo embaixador da Autoridade Palestina no Brasil, Musa Amer Odeh, quando os soldados israelenses jogaram bombas de gás lacrimogêneo. Os deputados estão em missão oficial da Câmara e, segundo Murad, tinham autorização para ver as obras do muro. Mas quando chegaram ao local, os soldados israelenses advertiram que eles não poderiam se aproximar do muro. Diante da insistência do grupo, os soldados jogaram bombas de gás lacrimogêneo.

 Os deputados saíram correndo do local e fizeram uma reclamação oficial junto à embaixada brasileira em Tel Aviv. Segundo o grupo de parlamentares, o protesto foi encaminhado às autoridades de Israel. "Ficamos muito assustados", disse Murad, através de sua assessoria. Ele afirmou que a presença de observadores internacionais não agrada Israel. Murad argumentou ainda que "conhecer a região de conflito entre Israel e Palestina reforça entre os parlamentares a convicção de que é necessário o Brasil reafirmar o apoio ao povo palestino". "Nós temos que fortalecer, porque o governo norte-americano e o governo Ariel Sharon fazem pressão sobre outros países para não votarem contra eles. Defendo que vá uma delegação de parlamentares à Corte de Haia reafirmar a posição do Brasil", alertou o deputado.







Brasileiros se defrontam com soldados israelenses


Brasileiros entram e discussão com soldados israelenses
 Delegação se defronta com as tropas de ocupação israelense!

Ao fazer um relato resumido de sua viagem, Nilson Mourão disse que os deputados brasileiros enfrentaram momentos difíceis quando foram conhecer o muro de 700 quilômetros de extensão e oito metros de altura que Israel está construindo para isolar os territórios palestinos ocupados. "Fomos ameaçados, xingados e intimidados. Como não saímos do local, soldados israelenses jogaram bomba de gás lacrimogênio próximo a nós na tentativa de nos amedrontar", relatou o petista. Nilson Mourão lamentou o episódio. "Se fazem isso com parlamentares em uma missão oficial com o conhecimento das autoridades de Israel, imagine o que não fazem com os palestinos", acrescentou.”


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O grande líder Yasser Arafat


Yasser Arafat, Presidente da OLP
Presidente da OLP - Organização para a Libertação da Palestina

Yasser Arafat, presidente da ANP-Autoridade Nacional Palestina
Presidente da ANP - Autoridade Nacional Palestina

Yasser Arafat, Presidente do FATAH

Presidente do FATAH - Movimento de Libertação Nacional Palestino





Yasser Arafat - Um Mito - Especial Reportage TV Brazil






حصار الشهيد ياسر عرفات 

Siege of Yasser Arafat

 

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Parlamento inglês e Suécia reconhecem o Estado da Palestina

 

domingo, 9 de novembro de 2014

Relação com árabes será ampliada em mandato de Dilma

Assessor especial da Presidência afirmou que é preciso melhorar o relacionamento do Brasil com os países árabes. Latino-americanos também serão foco da política externa.






São Paulo – A relação com os países árabes será uma das prioridades da política externa do governo brasileiro no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Em entrevista concedida ao canal de televisão GloboNews pouco antes do segundo turno das eleições e exibida na noite de segunda-feira (27), o assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, afirmou que “há espaço” para aprofundar o relacionamento do Brasil com os países árabes, assim como com os países latino-americanos.

“Temos que dar mais consistência, por exemplo, à nossa presença no continente africano. Temos ainda espaço grande para melhorar nossas relações com o mundo árabe. Elas (as relações) iam muito bem, mas é verdade que com a chamada Primavera Árabe o cenário ficou um pouco conturbado”, afirmou Garcia na entrevista.

Marco Auréli Garcia, os árabes e o segundo mandato de Dilma
Garcia: relação com árabes pode melhorar.   
 Roosevelt Pinheiro/Agência Brasil
O assessor da Presidência também fez referência à relação do Brasil com países da América. “É evidente que temos que melhorar consideravelmente nossa relação com os nossos vizinhos da América do Sul, da América Latina e Caribe, sobretudo enfatizar mais as instituições multilaterais que existem aqui”, disse Garcia em referência ao Mercosul.

Durante a campanha eleitoral, a coordenação do comitê de Dilma Rousseff afirmou à ANBA que, se eleita, a candidata iria intensificar o diálogo e a cooperação com os países árabes.

Na ocasião, o comitê eleitoral afirmou que o Brasil tem fortes vínculos culturais com os países árabes devido à grande quantidade de imigrantes que o País recebeu, assim como observou que o Brasil tem tradição em buscar soluções negociadas para conflitos. Os coordenadores da campanha também lembraram que o País é um dos poucos a manter relações diplomáticas com todos os integrantes das Nações Unidas. Na mensagem, o comitê de Dilma afirmou que em um segundo mandato, a presidente iria intensificar a cooperação nas áreas de energia, educação, cultura e políticas sociais.



Evolução desde 2003



No ano passado, a corrente de comércio do Brasil com os países árabes chegou a US$ 25,4 bilhões e o saldo comercial encerrou o período com superávit de US$ 2,6 bilhões. O Brasil exportou US$ 14,036 bilhões, valor 5,2% inferior ao exportado em 2012. Mas desde 2003 o intercâmbio comercial entre o Brasil e os 22 países do Oriente Médio e do Norte da África saltou de um patamar de US$ 2,7 bilhões em embarques anuais para os US$ 14,036 bilhões de 2013.

Entre os motivos que levaram essas relações a cresceram está o fato de que no fim de 2003 o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) visitou Síria, Líbano, Emirados Árabes Unidos, Egito e Líbia. Após aquela viagem foi realizada a primeira edição da Cúpula América do Sul Países Árabes (ASPA), criada com o propósito de aproximação entre os líderes e sociedades civis dessas regiões.

As relações comerciais das duas regiões, no entanto, ainda são formadas basicamente pelo intercâmbio de commodities. O Brasil exporta carnes de frango e bovina, açúcares e minério de ferro, principalmente. Já os árabes enviam petróleo e seus derivados ao País, além de fertilizantes.

Aguardam votação no Congresso Nacional acordos de livre-comércio do Mercosul com a Palestina e com o Egito. A última edição da Cúpula Aspa foi realizada em 2012 em Lima, no Peru.

A presidente Dilma Rousseff foi reeleita pelo Partido dos Trabalhadores para o próximo mandato de quatro anos a partir de 1º de janeiro de 2015. Dilma derrotou o adversário Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições, realizado no domingo (26). A presidente Dilma Rousseff não visitou a região em seu primeiro mandato, mas o vice-presidente, Michel Temer, esteve nos Emirados Árabes Unidos, Líbano e Omã.


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sábado, 8 de novembro de 2014

Comunidade européia defende criação de Estado Palestino com Jerusalém capital

Em visita a Gaza, chefe da diplomacia europeia defende criação de Estado Palestino




Europa quer Estado Palestino com capital Jerusalém
A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, neste sábado (8), em Gaza.
REUTERS

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, visitou pela primeira vez neste sábado (8) a Faixa de Gaza e defendeu a criação de um Estado palestino independente. A declaração de Mogherini aconteceu poucas horas após a morte de um árabe israelense, abatido pela polícia, que pode acirrar a violência em Jerusalém Oriental.

A visita de Federica Mogherini acontece em um momento de muita tensão na região. Há duas semanas, palestinos e policiais israelenses se enfrentam a cada noite nas ruas de Jerusalém Oriental, ocupada por Israel. O estopim para essa nova onda de tensão foi a tentativa de judeus ortodoxos de rezar na Esplanada das Mesquitas, que também é um local sagrado para os judeus.

A morte na madrugada deste sábado (8) de um árabe israelense pode levar a violência a cidades árabes de Israel, que até agora estavam tranquilas. O jovem foi abatido pela polícia durante sua detenção, em um vilarejo no norte do país. Sua morte provocou manifestações de protesto e confrontos com a polícia.

Estado Palestino

A chefe da Diplomacia europeia, Federica Mogherini, afirmou hoje que a criação de um “Estado palestino é defendida por toda a União Europeia”. Jerusalém será a capital de dois Estados, explicou.

Ela advertiu que “o mundo não suportará uma quarta guerra”, após a terceira ofensiva israelense contra Gaza. Os 50 dias de conflito, entre 8 de julho e 26 de agosto, deixaram 2.200 palestinos mortos, a maioria civis. Cerca de 70 israelenses, a maioria soldados, também morreram nos combates. O território palestino ficou destruído.


Até agora, 134 países já reconheceram a Palestina, entre eles o Brasil. O último país a fazer o reconhecimento foi a Suécia, que integra a União Europeia. A Autoridade Palestina, que desde 2012 tem o status de “Estado observador da ONU”, apresenta em novembro um projeto de resolução ao Conselho de Segurança pedindo o fim da ocupação de seus territórios por Israel em dois anos e a criação de um Estado independente nas fronteiras de 1967.


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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

"Israel está doente": Cerco a Al-Aqsa, racismo e crimes de guerra

O presidente de Israel Reuven Rivlin tem se destacado por pedir “tolerância”. Rivlin, que defende um único e inconcebível “Estado judeu”, é apresentado como conciliador. Dois meses após a campanha de bombardeios de Israel contra Gaza, seu apelo inócuo acompanha a expansão da ocupação sobre os territórios palestinos e o fortalecimento de uma narrativa religiosa para o imperialismo sionista, culminante no fechamento da Mesquita Al-Aqsa, em Jerusalém.


Por Moara Crivelente*, para o Vermelho


Policiais israelenses empurram mulheres palestinas
Policiais israelenses empurram mulheres palestinas durante confrontos em 
Jerusalém Oriental. 13 de outubro 2014 - Foto: Mahmoud Illean / AP
Diversas análises sobre o posicionamento do chefe de Estado que critica uma “sociedade doente”, a israelense, têm sido apresentadas nas últimas semanas. Rivlin, que há poucos meses substituiu Shimon Peres, chegou a participar de um memorial na vila de Kfar Qassem, em homenagem aos 49 palestinos massacrados em 1956.

No início do mês, ele gravou um vídeo com o pequeno palestino George Amireh, em que ambos pediam “coexistência”. Amireh, cidadão israelense, é acossado por seu comportamento e sua suposta opção sexual. Além disso, os judeus árabes (o que Yuval Ben-Ami, em artigo para a revista eletrônica +972, supõe ser a ascendência do menino, embora ele se identifique como cristão árabe-palestino), chamados de “mizrahim”, são mais uma parcela da população israelense que sofre expressivo preconceito.

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Rivlin, entretanto, defende um único Estado, “judeu”, a ser oficializado na Palestina. Um Estado onde os palestinos teriam os mesmos direitos que os judeus. Mas o que acontece com a Palestina? Rivlin terá esquecido da história e da resistência popular em defesa da sua terra e da sua liberdade, uma em que a rendição é inconcebível. Se a sociedade israelense está tão “doente”, corrompida pelo ódio forjado durante mais de um século contra os árabes que insistem em continuar apegados às suas terras, até mesmo o discurso “conciliador e pacificador” do novo presidente está infectado.

Presidente Rivlin pede coexistência e respeito em vídeo
Amireh e o presidente Rivlin pedem coexistência e respeito em vídeo


A exigência de reconhecimento do “Estado judeu” não é nova, mas só foi oficializada pelo governo rançoso e agressivo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do mesmo partido de Rivlin, o Likud, de direita. Nem mesmo o líder que institucionalizou o sionismo no formato de um Estado, o primeiro premiê, David Ben-Gurion, exigia este reconhecimento.

O sionismo, aliás, entende-se como a ideologia racista e colonialista gestada na Europa, com base na “reação ao antissemitismo” para a mobilização em prol da ocupação da Palestina – que não foi a primeira opção territorial para o Estado de Israel. O Judaísmo foi um instrumento mobilizador, uma ferramenta narrativa para “justificar” o massacre e a expulsão dos árabes da Palestina. Nada mais eficiente do que a religião, como demonstrou-se em todo o mundo, para agregar um “povo” inteiro – seja ele “construído” discursivamente ou forjado pela sucessão de eventos – em torno de uma causa. Ressalte-se aí, ainda, a manipulação de quem é “semita”: no caso de Israel, significa negar ao palestino a mesma designação, como apontado por diversos historiadores, inclusive israelenses.

Destruição e morte em Gaza - PalestinaTrazendo esta sucessão de articulações políticas revestidas de uma “guerra religiosa” – conceito que os líderes extremistas insistem em taxar ao conflito Israel-Palestina – é que se entende a atual situação. Após um exasperante aumento da violência na Cisjordânia e de oito anos de bloqueio completo à Faixa de Gaza, 50 dias de bombardeios israelenses ao territóriositiado deixaram mais de 2.150 palestinos mortos e o enclave devastado, com prejuízos que ultrapassam os US$ 5 bilhões, que serão prontamente ressarcidos por países “doadores” que oferecem ajuda aos palestinos para reconstruir suas casas e sistemas de abastecimento de água e energia pela enésima vez, enquanto mantêm relações comerciais e militares com Israel, apesar de algumas ressalvas ou declarações de cautelosa reprimenda pelo massacre dos palestinos.

É certo que o reconhecimento do Estado da Palestina pelaSuécia nesta quinta-feira (30) tem grande significado: o país soma-se aos mais de 130 que já reconheceram a Palestina em 2012, na Assembleia Geral da ONU. O “reconhecimento” é uma instituição importante nas relações internacionais. O mesmo vale para a insistência israelense em negar sua posição em uma série de políticas que são evidências claras dos crimes de guerra que comete, ou que liguem Israel a essas responsabilidades. Exemplo é o rechaço quase cínico da designação “Potência Ocupante”, termo empregado pela própria ONU para descrever o regime israelense nos territórios palestinos – agora, conforme designado pela liderança palestina, o Estado ocupado da Palestina.

Assentamentos ilegais israelenses em territórios palestinosO premiê Netanyahu esforça-se por quebrar recordes naconstrução de casas nas colônias ilegais em território palestino – algumas tão grandes que têm estatuto de cidades. Nesta semana, o membro do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e representante palestino nas negociações Saeb Erekat pediu outra vez a resposta mundial contra o anúncio de mais colônias em Jerusalém Oriental e em seu entorno, uma estratégia para inviabilizar o Estado da Palestina com capital nesta porção da cidade. Netanyahu, que também ordenou maior presença e agressão militar contra os palestinos - detendo mais de mil pessoas entre junho e setembro deste ano e matando dezenas de resistentes à chamada “operação Guardião Fraterno” na Cisjordânia – voltou a afirmar sua posição: não pretende viabilizar a existência do Estado da Palestina.

Em coletiva de imprensa em julho, durante a “operação MargemProtetora” contra Gaza, ele disse que nunca aceitaria a soberania palestina na Cisjordânia devido a “necessidades securitárias” de Israel, voltando a acusar os palestinos de ameaçarem-no com o “radicalismo islâmico”. Nenhuma palavra sobre o aparente “radicalismo judeu” dos colonos que ocupam as terras palestinas movidos por ideais religiosos e que agridem física e verbalmente os palestinos para expulsá-los ou para tornar suas vidas insuportáveis.

A hipócrita alegação da “preocupação securitária” de Israel foi um pilar dos planos do secretário de Estado dos EUA John Kerry para as negociações mantidas entre julho de 2013 e abril de 2014, que só resultou noaumento das colônias na Cisjordânia e no maior cerco à Faixa de Gaza. “Não poderá haver qualquer acordo segundo o qual abrimos mão do controle securitário sobre o território a oeste do Rio Jordão”, disse Netanyahu, referindo-se à Cisjordânia. Israel já controla militarmente a maior parte do território segundo um acordo que deveria ser provisório, assinado no início dos anos 1990 no contexto do “processo de paz de Oslo”, mas que ainda vigora e se transforma – como é o caso da construção do “Muro de Segurança”, ou muro do apartheid, e a expropriação de terras palestinas para “fins securitários”, segundo a administração israelense.

Mobilização religiosa em prol da ocupação e da violência

Tropas terrorristas de Israel


Além da narrativa religiosa e obscurantista, a liderança extremista de Israel – e seus eleitores, num país em que a extrema-direita passou por um intenso processo de ascensão – também investe na apresentação dos palestinos como “terroristas” que querem a sua destruição. Na semana passada, um episódio em que um rapaz palestino atropelou civis parados em uma estação de trens – de acordo com a sua família, foi um acidente – serviu para novamente intensificar as manifestações violentas contra os palestinos por colonos e soldados e para que o governo israelense intensificasse a ocupação e a agressão contra os residentes de Jerusalém Oriental. Neste contexto, cresceram também as tensões em torno da Mesquita de Al-Aqsa, constantemente invadida por civis e pelos soldados israelenses em flagrante provocação contra os muçulmanos – o local é visado pela extrema-direita para demolição e a “reconstrução do Templo judeu”

Após proibir a entrada de palestinos menores de 50 anos de idade no local, o que já causou confrontos numerosos reprimidos com munições letais, mortes e mais cerco aos palestinos da região – a mesquita Al-Aqsa, terceiro local mais importante para o Islã, foi fechada pela primeira vez em décadas pelo governo israelense, nesta quinta. A justificativa dada foi o disparo contra um israelense de extrema-direita, Yehuda Glick, no auge da tensão em Jerusalém. Glick, um rabino extremista proveniente dos EUA, vinha exigindo o fechamento de Al-Aqsa, o que só havia ocorrido durante o conturbado ano de 1967, um marco para o avanço da ocupação sobre os territórios árabes, sobretudo os palestinos.

Por outro lado, o palestino que disparou contra Glick, Muataz Hijazi, foi morto por soldados no bairro de Silwan, em Jerusalém Oriental (palestina), onde as forças de inteligência de Israel impediram a passagem de uma ambulância e tomaram o corpo, de acordo com fontes locais citadas pela agência palestina Maan. Mais confrontos foram relatados entre jovens palestinos e as forças israelenses, enquanto uma corte decidia que o corpo de Hijazi seria devolvido à família, mas negava a realização de uma autópsia e limitava em 45 o número de pessoas em seu funeral. De acordo com Issa Qaraqe, chefe do Departamento Palestino para Assuntos dos Prisioneiros, Hijazi passara quase 12 anos em cárceres israelenses, onde foi torturado.



Desde o desaparecimento de três colonos israelenses na Cisjordânia, no início de junho, a violência já rompante intensificou-se aceleradamente, enquanto as manifestações racistas e xenófobas aumentaram em Israel, com papel preponderante para a cobertura sensacionalista dos meios de comunicação locais. Para muitos palestinos, o episódio foi mais um pretexto para a tentativa de impedir a reconciliação nacional construída entre a OLP e o Hamas, partido à frente do governo em Gaza. Vários casos de violência direta foram relatados tanto dos soldados quanto dos colonos israelenses na Cisjordânia, também palco de uma ofensiva militar e mais anúncios de construção nas colônias ilegais. Além disso, famílias israelenses passaram a tomar casas nas porções palestinas de Jerusalém, como foi o caso do bairro de Silwan, quando nove famílias israelenses ocuparam vários apartamentos.

A terceira ofensiva contra a Faixa de Gaza em cinco anos foi condenada mundialmente, abrindo espaço para mais uma investigação sobre os variados crimes de guerra perpetrados pelo Exército israelense contra os palestinos, cujos resultados devem ser apresentados à ONU em 2015. Mais de 3.700 pessoas morreram nestes três episódios, além das vítimas de outros confrontos entre a resistência palestina e as forças israelenses que ocupam a Cisjordânia. Enquanto isso, a liderança israelense insiste em taxar este de um “conflito religioso”, apostando na mobilização das camadas mais extremistas de Israel e das colônias na Palestina, com um Parlamento recheado de representantes dos conceitos mais retrógrados e agressivos, que fazem oposição virulenta ao reconhecimento do Estado da Palestina. Cabe ao mundo tomar esta questão em maior atenção e pressionar finalmente pelo fim da ocupação e da impunidade israelense, enquanto os palestinos fortalecem sua unidade nacional e sua representação no cenário global

*Moara Crivelente é cientista política, jornalista e membro do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), assessorando a presidência do Conselho Mundial da Paz.



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