quarta-feira, 30 de maio de 2012

BRASIL DOA US$ 7,5 MILHÕES PARA AJUDAR PALESTINOS REFUGIADOS



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Hispan TV - Entrevista com Rubens Diniz do Cebrapaz e 
Emir Mourad da Federação Palestina

16/05/2012 - Vermelho

O governo brasileiro assinou esta semana uma contribuição de US$ 7,5 milhões para a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês), para subsidiar programas sociais, de educação e saúde na Faixa de Gaza, informou o site do órgão da ONU.

O acordo, que estabelece o valor da doação para o período de um ano, foi assinado em cerimônia realizada em uma escola em Jericó pela representante brasileira junto à Autoridade Palestina, Ligia Maria Scherer, e pelo comissário-geral da UNRWA, Filippo Grandi.

 O valor representa um aumento de quase 700% em relação à quantia doada pelos brasileiros em 2011, que foi de US$ 906 mil. Além disso, o compromisso faz do Brasil o maior doador para a causa palestina entre os países que integram o chamado Brics, que inclui também a Rússia, Índia, China e África do Sul.

 A agência, que atende cerca de 1,2 milhão de refugiados na região, informou que o dinheiro será utilizado no financiamento do programa de assistência alimentar que atende 106 mil palestinos.

 Além disso, parte da doação será destinada a projetos educacionais que atenderão 1.800 crianças e a ações de cuidados com a saúde básica para 1,2 milhão de refugiados, através 20 unidades de saúde espalhadas por Gaza.

 O governo brasileiro espera para agosto a visita do comissário-geral da UNRWA. As partes devem discutir novos acordos e parcerias entre o país e a organização de forma a ampliar o auxílio aos palestinos.

Fonte: Portal Vermelho

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A VITÓRIA DOS PRISIONEIROS PALESTINOS E O PROGRAMA DA GLOBO NEWS


Familiares comemoram vitória dos prisioneiros palestinos
Familiares de prisioneiros palestinos em Israel celebram o acordo que coloca fim a greve de fome de mais
de 2 mil detentos, nesta segunda-feira (14), em Ramallah, na Palestina. Os dois prisioneiros que iniciaram 
o protesto em fevereiro estavam há 77 dias sem se alimentar  Atef Safadi/EFE




FEPAL - FEDERAÇÃO ÁRABE PALESTINA DO BRASIL

NOTA – 15/05/2012

A VITÓRIA DOS PRISIONEIROS PALESTINOS

TRANSMITIMOS NOSSAS SAUDAÇOES E FELICITAÇÕES A TODOS OS PRISIONEIROS PALESTINOS PELA VITÓRIA CONQUISTADA APÓS DOIS MESES DE GREVE DE FOME CONTRA O REGIME CARCERÁRIO ISRAELNESE E SEUS BRUTAIS E CRIMINOSOS MÉTODOS DE TORTURA, PRIVAÇÕES, DETENÇÕES ADMINISTRATIVAS, PROIBIÇÃO DE VISITA DE FAMILIARES E TANTAS OUTRAS BARBARIDADES COMETIDAS CONTRA ESSES HÉRÓIS DA LIBERDADE E DA JUSTIÇA.

COMEMORAMOS COM O POVO PALESTINO ESSA GRANDE VITÓRIA DOS PRISIONEIROS QUE TEVE O APOIO E SOLIDARIEDADE DE TODOS OS PARTIDOS E ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE PALESTINA, DA OLP- ORGANIZAÇÃO PARA A LIBERTAÇÃO DA PALESTINA, DA ANP- AUTORIDADE NACIONAL PALESTINA, DA CRUZ VERMELHA, DOS PAISES NÃO ALINHADOS E DE VÁRIOS GOVERNOS E MOVIMENTOS DE SOLIDARIEDADE COM O POVO PALESTINO.

A DETERMINAÇÃO E A CORAGEM DOS PRISIONEIROS EM SUA GREVE DE FOME, SOMADA A PRESSÃO INTERNACIONAL, FORAM DETERMINANTES PARA FAZER COM QUE ISRAEL FOSSE DERROTADA EM CONTINUAR OS TRATAMENTOS DESUMANOS, CRIMINOSOS E ILEGAIS CONTRA TODOS OS PRISIONEIROS.

DAQUI DO BRASIL, NESSA DATA COMEMORATIVA DOS 64 ANOS DA NAKBA – A CATÁSTROFE PALESTINA, A COMUNIDADE PALESTINA E A DIREÇÃO DE SUA FEDERAÇÃO REAFIRMAM O COMPROMISSO DE CONTINUARMOS  SOLIDÁRIOS E IRMANADOS COM A LUTA DOS PRISIONEIROS E DO SEU POVO: O DIREITO INALIENÁVEL AO RETORNO E AUTODETERMINAÇÃO, PELO ESTABELECIMENTO DO ESTADO PALESTINO LIVRE E SOBERANO, TENDO JERUSALÉM COMO CAPITAL.

PORTO ALEGRE, 15 DE MAIO DE 2012.

FEDERAÇÃO ÁRABE PALESTINA DO BRASIL

ELAYYAN ALADDIN                             EMIR MOURAD  
PRESIDENTE                                         SECRETÁRIO GERAL




Charge de Latuff: vitória da Palestina

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CARTA AO PROGRAMA 'ESPECIAL' DA GLOBO NEWS

São Paulo, 11 de maio de 2012.

Sr. Luiz Cláudio Latge, Diretor Executivo de Jornalismo da Globo,
Sra. Eugenia Moreyra, Diretora do Globo News,

O programa Especial da Globo News “Convivência entre israelenses e palestinos é tensa em prisão de segurança máxima”, veiculado no dia 06 de maio de 2012, trata o sistema penitenciário israelense como justo, moderno, sofisticado e democrático. No entanto, esta visão não corresponde à realidade. Cerca de 2000 prisioneiros políticos palestinos realizam uma greve de fome desde o dia 17 de abril último, em protesto pelo fim das detenções administrativas arbitrárias realizadas pelas forças de segurança israelenses, pelo cumprimento da IV Convenção de Genebra, que proíbe o traslado de prisioneiros dos territórios palestinos ocupados para o interior de Israel e por melhores condições de tratamento nas prisões: fim do confinamento em solitárias, fim da tortura física e psicológica, direito a receber visitas de parentes, advogados e médicos e acesso a livros, revistas e jornais. 

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) solicitou nesta terça-feira a Israel que autorizasse a transferência para um hospital de seis prisioneiros palestinos que estão em greve de fome.

O governo palestino e a União Europeia externaram na ultima terça feira, preocupação com o estado de saúde dos prisioneiros palestinos em greve de fome em Israel, em alguns casos, há mais de dois meses.
O governo do primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, afirmou nesta terça-feira que "considera Israel plenamente responsável pela segurança dos prisioneiros em greve de fome".

 "As missões da UE em Jerusalém e em Ramallah estão preocupadas com a deterioração do estado de saúde dos detidos palestinos em greve de fome há mais de dois meses. A UE pede ao governo de Israel que ponha a sua disposição toda a assistência médica necessária", informaram as missões em um comunicado.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, reiterou hoje o chamado à ONU para que exerça mais pressão sobre Israel e salve a vida de prisioneiros palestinos em greve de fome.

O chefe da missão palestina na ONU, Riyad Mansour, em carta a vários órgãos da entidade, inclusive o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral, para que atuem urgentemente para forçar à potência ocupante a cessar suas práticas ilegais de detenção administrativa e violações dos direitos humanos, descrevendo como ilegal a detenção administrativa de palestinos nos territórios ocupados, um conceito manejado por Israel para manter enclausuradas a pessoas sem acusações nem realização de julgamentos.

A reportagem veiculada pela Globo News tenta deslegitimar essas reivindicações e ao mesmo tempo apresentar os prisioneiros políticos, inclusive crianças, como se fossem terroristas desumanos. Contrariando princípios básicos do jornalismo, como “ouvir o outro lado”, a matéria deixou de ouvir fontes da Autoridade Nacional Palestina e ignorou fatos registrados por ONGs palestinas, israelenses e internacionais, como a prisão, agressão e humilhação que acontecem diariamente nas prisões israelenses, onde há inclusive mulheres e crianças, detidas sem acusação formal, nem direito de defesa. A reportagem não menciona que a maioria dessas pessoas, sobretudo as crianças, foram presas pela resistência à ocupação, por exemplo, pelo arremesso de pedras contra tanques e veículos blindados israelenses, empregados, várias vezes, na destruição de aldeias e em operações militares de intimidação da população civil.

A equipe de reportagem da Globo News nada diz sobre os métodos humilhantes de prisão, nem sobre os procedimentos nas cortes militares contra réus palestinos. Omite o fato de que crianças palestinas são presas na madrugada, vendadas e algemadas na frente de seus pais, que não podem visitá-las nem recebem qualquer informação sobre elas por tempo indeterminado. Os jornalistas não dizem que as crianças aprisionadas podem ficar até sete dias nas celas antes de serem levadas à presença de um juiz, que sofrem maus-tratos, tortura e até abusos sexuais na prisão, que são julgadas sozinhas, sem a presença dos pais, e que 95% das sentenças emitidas contra elas se baseiam em confissões obtidas à força. Hoje são cerca de 5 mil prisioneiros palestinos nos cárceres israelenses, sendo nove mulheres, 350 crianças e 22 parlamentares.

A Globo News ignora que a Suprema Corte de Israel já considerou ilegal a aplicação de dor física para obtenção de informações, e deixou de informar que o escritório de defensoria pública do Ministério da Justiça de Israel reconheceu as condições degradantes e desumanas das prisões israelenses.

A matéria veiculada não foi conduzida de acordo com critérios de objetividade, imparcialidade e distanciamento político que norteiam o bom jornalismo. Aproxima-se mais de uma peça de publicidade maniqueísta, com o claro objetivo de apresentar Israel como um país “civilizado e democrático” e os palestinos como “terroristas”, o que nem remotamente corresponde à realidade dos fatos. Deixamos registrado aqui o nosso mais veemente repúdio a essa distorção dos fatos, e convidamos a equipe de reportagem da Globo News a passar uma semana na Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém, para conhecer de perto os sofrimentos vividos diariamente pela população palestina, vítimas da violência e discriminação do apartheid de Israel, onde impera a ideologia sionista que trouxe a NAKBA (Catástrofe) ao povo palestino, que comemora nesse 15 de maio seus 64 anos de martírio e sofrimento.


Elayyan Aladdin                                                   Eduardo Elias
Presidente da FEPAL                                            Presidente da FEARAB
Federação Árabe Palestina do Brasil                     Federação de Entidades Árabe Brasileiras

Emir Mourad                                                       Claude Fahd Hajjar
Secretário Geral da FEPAL                                    Vice- Presidente de FEARAB – América                                                      Federação Árabe Palestina do Brasil                     Federação de Entidades Americano Árabes



domingo, 13 de maio de 2012

ISRAEL: APARTHEID E CHANTAGEM NUCLEAR - PARTE 2



Mundo faz vista grossa às armas nucleares de Israel



Israel: apartheid e chantagem nuclear (II)

12/05/2012 - Via Hora do Povo

NATHANIEL BRAIA

Uma das prisões citadas de Mordechai Vanunu (o denunciante da existência do armamento nuclear israelense) na minha matéria anterior, ocorreu após a entrevista da qual transcrevemos alguns trechos a seguir.

A entrevista foi concedida a Hesham Tillawi, e foi exibida em seu programa Current Issues (Questões Atuais) pela pequena TV Bridges. O programa de Tillawi foi tirado do ar depois de intensa pressão do lobby judeu-americano que o tachou de “anti-semita”.

TILLAWI - Então, Mordechai, o que o levou a pensar que deveria contar ao mundo sobre o programa nuclear de Israel, o que o levou a decidir, “não posso continuar em silêncio”?

VANUNU - A questão mais importante é aquilo que acontece até hoje, quer dizer, estas pessoas continuam a mentir e negar a verdade, declarando que não possuem armas nucleares, enganam o mundo e seus próprios cidadãos. Declaram que não possuem armas nucleares, enquanto que eu trabalhei na produção delas. Quando fiz a denúncia, em 1986, eram 200. Pensei: “tenho que informar ao mundo para parar isso ...”

TILLAWI - Existem vários países que possuem armas nucleares, então por que o fato de Israel possuí-las lhe estressou tanto?

VANUNU - Por que Israel produz genocídio sobre cidadãos palestinos inocentes. Isso sempre fez parte da política não revelada de Israel. E também, por que o fato de possuí-las os facilita negar a paz com os árabes e a impor suas políticas sobre os outros povos. Enquanto as possuírem, continuam com sua política de negar a paz; de ocupação, de negação dos palestinos e de seu sofrimento.

TILLAWI - Um dos professores israelenses disse há alguns meses que “temos capacidade nuclear de atingir qualquer das principais cidades da Europa”, isso é verdade? Até onde você sabe? *

VANUNU - Sim, é verdade. Eles podem bombardear qualquer cidade importante na Europa e desconfio que até nos EUA. Têm a capacidade de chantagem agressiva sobre os países da Europa. Foram os europeus que os ajudaram a possuir as armas e agora se voltam contra eles dizendo: “Não obedecemos nenhuma lei internacional, nenhum acordo internacional, nenhuma resolução da ONU”.

TILLAWI - Por que todo mundo pressiona o Irã para que abra suas portas a inspeções, mas ninguém pede a Israel que faça o mesmo?

VANUNU - Uma situação de fato estranha, que vem se desenvolvendo desde os anos 1960. Meu ponto de vista é de que a Europa está sob chantagem há muito tempo. Em primeiro lugar, Israel sempre trás à tona o Holocausto e o que aconteceu com eles na Segunda Guerra, culpando todo o Ocidente por isso para depois usar isso para justificar a posse de armas nucleares – como se fosse para impedir que isso fosse acontecer de novo. Em segundo, a chantagem se dá pelas próprias armas.

TILLAWI - Você realmente acha que as ameaças acontecem?

VANUNU - É real, é muito real. Tudo que eles precisam é um líder louco no governo e armas nucleares, para forçar o mundo a aceitar que continuem com seus estado de aparheid e a rejeitar qualquer solução real e concreta envolvendo os palestinos.

TILLAWI - Você tem vivido entre os palestinos, você também os vê como os terroristas, como muitas vezes são retratados?

VANUNU - Desde que sai da prisão em 2004 e não me foi permitido deixar o país, decidi ir para algum lugar onde não tivesse que conviver com a feiúra da sociedade israelense. A solução foi ir para a Jerusalém Árabe, a Jerusalém Oriental. Oficialmente está dentro de Israel, mas é uma cidade palestina. Vivo na parte da Palestina ocupada de 1967, mais precisamente hospedado na Catedral de São Jorge. Agora já são 15 meses que convivo com eles, que os acompanho, os observo, os encontro, que como com eles, vivo entre eles. Israel os tem retratado como terroristas, mas isso não é verdade. São pessoas pacíficas e amantes da paz.

TILLAWI - O que deveria acontecer? Como esse conflito poderia ser resolvido?

VANUNU - Bem, se os judeus querem uma solução, isso pode acontecer de um jeito. É tratar os palestinos como seres humanos iguais. Se os judeus israelenses querem a paz então a prova dessa vontade é o respeito pelo outro lado e ver os demais como iguais. Os judeus têm de parar de se enxergar como raça superior, como raça de donos. No fundo, um estado secular, não religioso é a única solução. Israel então não precisará de armas atômicas, aprenderá a viver em paz com seus vizinhos e a parar de tentar sobreviver como um estado racista, supremacista.



ISRAEL: APARTHEID E CHANTAGEM NUCLEAR - PARTE 1



As armas nucleares de Israel existem, o Irã não as possui


Israel: apartheid e chantagem nuclear (I)

12/05/2012
Via Hora do Povo

"Israel tomou para si a posição de não ser o primeiro país a introduzir armas atômicas no Oriente Médio. Esta era nossa política e é a nossa política hoje". O autor desta declaração, datada de 1985, é nada menos do que o homem em cujo Ministério (Defesa, 1953) foi iniciada a construção do reator nuclear de Dimona, o primeiro e até hoje único a produzir armas nucleares na região. A declaração ocorre pouco mais de um ano antes de um dos funcionários da usina revelar que Peres mentira.

Este era um segredo trancado a sete chaves pelo governo de Israel que mentia ao mundo sobre seu arsenal nuclear. O homem que revelou este segredo foi seqüestrado pelo Mossad em outro país (mais precisamente em Roma, Itália) preso por 18 anos, dos quais 12 em confinamento solitário, sua condenação foi pronunciada após um julgamento secreto. Mordechai Vanunu, que denunciou armas nucleares de Israel, foi solto apenas em 2004 mas, como afirmam grupos de direitos humanos em Israel é até hoje "um preso de opinião".

Foi solto mas está proibido de contatar estrangeiros, aí incluídos é claro jornalistas sob pena de voltar à prisão, o que já aconteceu seis vezes.

Após sair pela primeira vez da prisão localizada na cidade israelense de Ashquelon, em 22 de abril de 2004, Vanunu declarou de forma firme e altaneira: "Sou Mordechai Vanunu! Sou o homem por trás da matéria publicada no Sunday Times sobre a existência de armas nucleares de Israel. Enquanto alguns me chamam de traidor, digo que tenho orgulho e me sinto feliz pelo que fiz".

"Sou um símbolo do poder da liberdade que vocês não podem quebrar no espírito humano", acrescentou.

Pouco depois Vanunu violou a imposição do silêncio e em entrevista à BBC em dezembro de 2004 declarou:

"Quando revelei as armas nucleares israelenses agi em minha consciência e para prevenir um holocausto nuclear. Recebi uma pena maior do que qualquer assassino. Os israelenses têm esse bonito discurso de liberdade mas querem destruir qualquer um que os critique ou que revele a verdade ao mundo. O mundo precisa enxergar que tipo de democracia existe verdadeiramente em Israel", declarou o técnico nuclear em sua entrevista de dezembro de 2004.

Agora, o escritor alemão que foi mais longe na descrição das mazelas do período nazista em seu país e que mereceu o Prêmio Nobel de Literatura, Günther Grass, foi declarado "persona non grata" por Israel após a publicação de seu poema O que precisa ser dito no qual afirma: "O poder atômico de Israel coloca em perigo/ a já frágil paz mundial".

A BBC produziu dois excelentes documentários sobre esta história de perseguição de chantagem. O primeiro de 2003 pode ser acessado através do link: http://vimeo.com/39097216


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O segundo documentário, realizado em 2007, pode ser localizado em  http://www.youtube.com/watch?v=AIBkRDzffak


Fonte: Blog do Gilson Sampaio


LEIA TAMBÉM A SEGUNDA PARTE - ISRAEL: APARTHEID E CHANTAGEM NUCLEAR (II)


sexta-feira, 11 de maio de 2012

CONVOCATÓRIA PARA O FORUM SOCIAL MUNDIAL PALESTINA LIVRE- 29/NOV A 01/DEZ/2012 - PORTO ALEGRE - BRASIL


Logotipo do Fórum Social Mundial Palestina Livre




English - French - Spanish - Portuguese


Call for the World Social Forum Free Palestine, 29 Nov.-1st December 2012 in Porto Alegre, Brazil


Occupied Palestine is part of every free heartbeat in this world and her cause continues to inspire solidarity across the globe.  The World Social Forum Free Palestine is an expression of the human instinct to unite for justice and freedom and an echo of the World Social Forum’s opposition to neo-liberal hegemony, colonialism, and racism through struggles for social, political and economic alternatives to promote justice, equality, and the sovereignty of peoples.

The WSF Free Palestine will be a global encounter of broad-based popular and civil society mobilizations from around the world. It aims to:

1. Show the strength of solidarity with the calls of the Palestinian people and the diversity of initiatives and actions aimed at promoting justice and peace in the region.

2. Create effective actions to ensure Palestinian self-determination, the creation of a Palestinian state with Jerusalem as its capital, and the fulfillment of human rights and international law, by:

a)      Ending Israeli occupation and colonization of all Arab lands and dismantling the Wall;
b)     Ensuring the fundamental rights of the Arab-Palestinian citizens of Israel to full equality; and
c)      Implementing, protecting, and promoting the rights of Palestinian refugees to return to their homes and properties as stipulated in UN resolution 194.

3. Be a space for discussion, exchange of ideas, strategizing, and planning in order to improve the structure of solidarity.

Exactly sixty-five years after Brazil presided over the UN General Assembly session that agreed upon the partition of Palestine, Brazil will host a different type of global forum: an historic opportunity for people from all over the world to stand up where governments have failed.

The world’s people will come together to discuss new visions and effective actions to contribute to justice and peace in the region. Participation in this forum will structurally strengthen solidarity with Palestine, promote action to implement Palestinian’s legitimate rights, and hold Israel and its allies accountable to international law.

We call on all organizations, movements, networks, and unions across the globe to join the SF Free Palestine which will take place from 289 November to 1st December 2012 in Porto Alegre, Brazil.

Together we can raise global solidarity with Palestine to a new level!

World Social Forum Free Palestine Organizing Committee

Contact of the executive secretariat:
Brazil: secretaria.fspl@gmail.com
Palestine: samahd@pngo.net

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FRANÇAIS

Appel pour le Forum Social Mondial Palestine Libre, 29 novembre - 1er décembre 2012, Porto Alegre, Brésil


La Palestine occupée fait partie de chaque battement de cœur libre dans ce monde et sa cause continue à inspirer solidarité autour du monde. Le Forum Social Mondial Palestine Libre est une expression de l’instinct humain de s’unir pour la justice et la liberté et aussi un écho de l’opposition du Forum Social Mondial à l’hégémonie néolibérale, le colonialisme et le racisme à travers de la lutte pour des alternatives sociales, politiques et économiques pour promouvoir la justice, l’égalité et la souveraineté des peuples.

Le FSM Palestine Libre sera une rencontre globale avec des mobilisations de large base populaire et de la société civile du monde entier. Il vise à :

1. Montrer la force de la solidarité avec les appels du peuple palestinien et la diversité des initiatives et actions visant à promouvoir la justice et la paix dans la région.

2. Créer des mesures efficaces pour assurer l’autodétermination des Palestiniens, la création d’un État palestinien avec Jérusalem comme capitale et le respect des droits de l’homme et du droit international, en :

a) Mettant fin à l’occupation israélienne et à la colonisation de toutes les terres Arabes et démanteler le Mur

b) Garantissant les droits fondamentaux des citoyens arabo-palestiniens d’Israël à une égalité pleine, et

c) La mise en œuvre, la protection et la promotion des droits des réfugiés palestiniens de revenir dans leurs maisons et récupérer leur propriétés comme le stipule la résolution 194 des Nations Unies.

3. Être un espace de discussion, d’échange d’idées, d’élaboration de stratégies et de planification pour améliorer la structure de la solidarité.

Exactement soixante-cinq ans après la présidence du Brésil de la session de l’Assemblée générale où fut convenue la partition de la Palestine, le Brésil va être maintenant l’hôte d’un tout différent type de forum mondial : une opportunité historique pour des personnes venues du monde entier de résister là où les gouvernements ont échoué. Les peuples du monde vont se réunir pour discuter de nouvelles visions et des actions efficaces pour contribuer à la justice et la paix dans la région.

La participation à ce forum renforcera structurellement la solidarité avec la Palestine, promouvra les actions à fin d’implémenter les droits légitimes du peuple palestinien, et assujettir Israël et ses alliés responsables au droit international.

Nous faisons appel à toutes les organisations, mouvements, réseaux, et syndicats du monde entier à se joindre au FSM Palestine Libre du 28 novembre au 1er décembre 2012 à Porto Alegre, Brésil.

Ensemble nous pouvons augmenter la solidarité mondiale avec la Palestine à un nouveau niveau.

Comité Organisateur du FSM Palestine Libre

Contacts du bureau de préparation:
Brésil: secretaria.fspl@gmail.com
Palestine: samahd@pngo.net

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SPANISH

Llamado para el Foro Social Mundial Palestina Libre, de 29 noviembre a 1er diciembre de 2012, en Porto Alegre (Brasil)


Palestina ocupada es parte del latido de todos los corazones libres del mundo, y su causa sigue inspirando la solidaridad del mundo entero. El Foro Social Mundial “Palestina Libre” es una expresión del instinto humano para unirse por la justicia y la libertad, y es un eco de la oposición del Foro Social Mundial a la hegemonía neoliberal, el colonialismo y el racismo a través de las luchas por alternativas económicas, políticas y sociales para promover la justicia, la igualdad y la soberanía de los pueblos.

El FSM Palestina Libre será un encuentro mundial de una amplia movilización popular y de la sociedad civil de todo el mundo. Sus objetivos son:

1. Mostrar la fuerza de la solidaridad con los llamados del pueblo palestino y la diversidad de iniciativas y acciones dirigidas a promover la justicia y la paz en la región.

2. Crear acciones efectivas para garantizar la autodeterminación palestina, la creación de un Estado palestino con Jerusalén como su capital, y el cumplimiento de los derechos humanos y del derecho internacional, por:

a) Terminar con la ocupación israelí y la colonización de todas las tierras árabes y por el desmantelamiento del Muro;

b) Garantizar los derechos fundamentales de las y los ciudadanos árabe-palestinos de Israel a la igualdad plena; y

c) Implementar, proteger y promover los derechos de las y los refugiados palestinos a regresar a sus hogares y propiedades, como lo estipula la Resolución 194 de la ONU.

3. Ser un espacio de discusión, intercambio de ideas, estrategias y planificación con el fin de mejorar la estructura de la solidaridad.

Exactamente 65 años después que Brasil presidió la sesión de la Asamblea General de la ONU que acordó la partición de Palestina, Brasil será el anfitrión de un tipo diferente de foro global: una oportunidad histórica para la gente de todo el mundo de ponerse de pie donde los gobiernos han fracasado.

Los pueblos del mundo se reunirán para discutir nuevas visiones y acciones efectivas para contribuir a la justicia y a la paz en la región. La participación en este foro va fortalecer estructuralmente la solidaridad con la Palestina, promover acciones para implementar los derechos legítimos palestinos, y presionar Israel y sus aliados a tomar sus responsabilidades ante el derecho internacional.

Hacemos un llamado a todas las organizaciones, movimientos, redes y sindicatos de todo el mundo a unirse al FSM Palestina Libre del 289 noviembre al 1er diciembre de 2012, en Porto Alegre, Brasil.

Juntos podemos elevar la solidaridad mundial con Palestina a un nuevo nivel.

Comité Organizador del Foro Social Mundial Palestina Libre

Contacto de la secretaria ejecutiva:
Brasil: secretaria.fspl@gmail.com  
Palestina: samahd@pngo.net

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PORTUGUÊS

Convocatória para o Fórum Social Mundial Palestina Livre, de 29 de novembro a 1º de dezembro de 2012, Porto Alegre (Brasil)


A Palestina ocupada pulsa em cada coração livre neste mundo e sua causa continua a inspirar solidariedade universal. O Fórum Social Mundial Palestina Livre é uma expressão do instinto humano de se unir por justiça e liberdade, e é um eco da oposição do Fórum Social Mundial à hegemonia do neoliberalismo, do colonialismo e do racismo através das lutas por alternativas econômicas, políticas e sociais para promover a justiça, a igualdade e a soberania dos povos.

O FSM Palestina Livre será um encontro global de ampla base popular e de mobilizações da sociedade civil de todo o mundo.  Ele visa:

1. Mostrar a força da solidariedade aos chamados do povo palestino e à diversidade de iniciativas e ações visando promover a justiça e a paz na região.

2. Criar ações efetivas para assegurar a autodeterminação palestina, a criação de um Estado Palestino com Jerusalém como sua capital, e o atendimento aos direitos humanos e ao direito internacional por:

a) Acabar com a ocupação israelense e a colonização de todas as terras árabes e derrubar o muro;

b) Assegurar os direitos fundamentais dos cidadãos árabe-palestinos de Israel à plena igualdade, e

c) Implementar, proteger e promover os direitos dos refugiados palestinos de retornar a seus lares e propriedades, como estipula a resolução da ONU 194.

3. Ser um espaço para discussão, troca de idéias, estratégias e planos que desenvolvam a estrutura da solidariedade.

Exatamente após 65 anos de o Brasil ter presidido a seção da Assembléia Geral da ONU que definiu a partilha da Palestina, o Brasil vai abrigar um tipo diferente de fórum global: uma oportunidade histórica de os povos de todo o mundo se levantarem onde seus governos falharam. 

Os povos do mundo se reunirão para discutir novas visões e ações efetivas para contribuir com a justiça e a paz na região. A participação nesse Fórum deve reforçar estruturalmente a solidariedade com a Palestina; promover ações para implementar os direitos legítimos dos palestinos e tornar Israel e seus aliados imputáveis pela lei internacional.

Conclamamos todas as organizações, movimentos, redes e sindicatos em todo o mundo a se unirem ao FSM Palestina Livre, de 289 de novembro a 1º de dezembro, em Porto Alegre, Brasil.

Juntos podemos levar a solidariedade à Palestina a um novo patamar.

Comitê Organizador do Fórum Social Mundial Palestina Livre

Contato da secretaria executiva:
Brasil: secretaria.fspl@gmail.com 
Palestina: samahd@pngo.net

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quinta-feira, 3 de maio de 2012

FOZ DO IGUAÇU, CAMPINAS E ITAIPU ASSINAM ACORDOS COM O PREFEITO DE JERICÓ


Itaipu e FPTI serão amigas de Jericó      

 24.abr.2012



Prefeito de Jerico e Diretor de Itaipu assinam acordo
Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binaciona
               
A Fundação Parque Tecnológico Itaipu – Brasil (FPTI) e a Prefeitura de Jericó, na Palestina, assinaram nesta terça-feira (24) um termo de cooperação nas áreas de tecnologia social, energia, meio ambiente, ciência, planejamento urbano, transporte e habitação entre as duas instituições.

O documento foi assinado pelo diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Samek; pelo embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben; pelo prefeito de Jericó, Hassan Saleh, e pelo diretor-superintendente do PTI, Juan Sotuyo.

O termo prevê o intercâmbio de tecnologias sociais e culturais. Jericó e o restante da Palestina, segundo Saleh, tem, entre outros interesses, investir em iniciativas voltadas para a produção de energia limpa e o cuidado com a água. “Temos problemas na geração de energia, não só em Jericó, mas em todo o estado. Vamos aproveitar muito o que a Itaipu e o PTI podem nos ensinar”, disse.

 “Foz é grata ao povo palestino por escolher essa terra para fazer negócios. Temos muito a aprender com eles, especialmente na área cultural, pois o Brasil é um país novo e Foz do Iguaçu é muito nova quando comparada a Jericó, a cidade mais velha do mundo”, agradeceu Samek. E acrescentou: “Temos milênios de cultura para buscar em Jericó. E vamos fazer isso. Esse documento transforma nossa vontade em ato concreto”.

Antes da assinatura, a comitiva palestina conheceu a estrutura do PTI. “O que eu vi hoje é uma bela imagem do Brasil. Esse País é uma potência econômica e educacional, além de exemplo de democracia. É um exemplo para todos nós”, retribuiu o prefeito de Jericó.

Foz e Jericó

A prefeitura de Foz do Iguaçu também assinou um protocolo de Irmanação e Cooperação com Jericó. A cerimônia aconteceu às 10h30 na Câmara Municipal. O objetivo é promover cooperação e fraternidade, por meio de intercâmbio cultural, social, turístico e econômico.

A irmanação também possui um viés geopolítico, pois, além da divulgação turística de ambas as cidades, a proposição é um instrumento de reconhecimento à cidade de Jericó e ao seu povo, que há tanto tempo luta por uma nação livre.  Aberta à comunidade, a solenidade incluiu a exibição de vídeos institucionais sobre os atrativos turísticos e a história das duas cidades irmanadas.

Segundo o vereador Nilton Bobato, autor da proposta, as duas cidades compartilham traços marcantes. “O mais notável na relação entre Foz e Jericó é a formação da identidade da cidade brasileira, cimentada em um amplo repertório étnico, principalmente com base na cultura árabe, que constitui a etnia com maior número de habitantes da fronteira”.

A presença da cultura árabe se estende à culinária, ao comércio, à religião e se mescla com a diversidade cultural da fronteira, constituindo uma unidade multicultural singular no País. Outra característica em comum é o potencial turístico das cidades. Foz do Iguaçu, com as exuberantes Cataratas do Iguaçu e a maior usina hidrelétrica em geração de energia, e Jericó, por abrigar uma das maiores fontes de pesquisa arqueológica.

Com mais de 10 mil anos de existência, é considerada um dos berços da civilização. A cidade tem uma população estimada em 40 mil habitantes e recebe cerca de 2 milhões de turistas por ano. O número é semelhante ao de visitantes recebidos pelas Cataratas do Iguaçu, um dos principais cartões postais do Brasil e uma das sete maravilhas da Natureza.



Prefeito Pedro Serafim recebe comitiva de Jericó, cidade irmã


26/04/2012

Diego Geraldo
Eliana Fernandes

Campinas é cidade irmã de Jericó da Palestina

  O prefeito Pedro Serafim recebeu na manhã desta quinta-feira, dia 26 de abril, uma comitiva de representantes da Autoridade Nacional Palestina, integrada pelo embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, e pelo prefeito de Jericó, Hassan Saleh Hussein. Jericó é cidade irmã de Campinas desde 2003.

Os palestinos vieram conhecer Campinas e sua estrutura e reforçar os laços de amizade entre os municípios. Antes da visita ao prefeito, a comitiva conheceu a estrutura das Centrais de Abastecimento de Campinas (Ceasa) e, depois de um almoço com Serafim, visitariam outros pontos de Campinas.

Durante o encontro, Serafim lembrou que era vereador, quando, em 2001, foi aprovada a lei municipal que oficializou Campinas e Jericó como cidades irmãs. “Aprovamos com muita alegria ter como irmã uma cidade com um patrimônio histórico e cultural de Jericó”, disse o prefeito.

Já o prefeito de Jericó, Hassan Saleh Hussein, destacou que Jericó recebe em torno de 2 milhões de visitantes por ano, e maior parte interessados no turismo religioso, e reforçou o desejo de transferência de ciência e educação entre as cidades. “Temos muito interesse em levar brasileiros para estudar em Jericó e trazer palestinos para Campinas. Para conhecer a cultura e as línguas, reforçando as relações entre os municípios”, disse.

Participaram do encontro no Gabinete o secretário de Desenvolvimento Econômico e Social, José Afonso da Costa Bittencourt e os vereadores Gilberto Cardoso Vermelho e Jorge Schneider.

Ceasa

Na Ceasa o interesse da comitiva foi conhecer, em especial, os programas sociais desenvolvidos na Central, em relação aos quais existe proposta para estabelecimento de projeto de cooperação.“Esta é uma oportunidade de troca de experiências e gostaríamos de recebê-los para nos ajudar a desenvolver ações de segurança alimentar nos países árabes”, disse Hussein.

O superintendente do Instituto Jerusalém do Brasil, Alki El-Khatib - que acompanha as autoridades palestinas na cidade - se comprometeu a elaborar este projeto de cooperação juntamente com a Ceasa.

O presidente da Central, Sérgio Luiz Juliano, ressaltou a honra de receber a comitiva. “Para nós é uma honra recebê-los e a proposta de parceria vem ao encontro, inclusive, de projeto que estamos desenvolvendo, o novo Plano Nacional do Abastecimento, uma incumbência da presidente Dilma Rousseff. A Ceasa de Campinas vai colaborar e servir de modelo no Plano justamente na área de segurança alimentar”, lembrou.

A visita da comitiva à Ceasa começou pelo Banco Municipal de Alimentos - que realiza arrecadação de produtos fora da Ceasa por meio de parcerias e campanhas, além de atividades educacionais - auxiliando 105 ONGs.

Na sequência os grupo visitou as instalações e a cozinha experimental do Departamento de Alimentação Escolar, responsável por operacionalizar a merenda de 566 escolas, garantindo uma média de 255 mil refeições por dia.

A ONG dos permissionários da Ceasa, Instituto de Solidariedade para Programas de Alimentação (ISA) também fez parte do roteiro da visita. No local foi explicado aos palestinos que lá chegam frutas, verduras e legumes doados pelos comerciantes da Central e que esses produtos são distribuídos para entidades assistenciais e famílias.

A visita à Ceasa terminou com um passeio pelos corredores do Mercado de Hortifrutigranjeiros que abastece mais de 500 cidades e movimenta em média 56 mil toneladas de produtos por mês.

Jericó

Localizada na depressão do Rio Jordão, a dez quilômetros do Mar Morto, num oásis tropical, motivo pelo qual é designada como “cidade das palmeiras”, Jericó é uma das cidades mais antigas de todo o mundo, segundo diversos trabalhos arqueológicos realizados na região.

A cidade é narrada na bíblia como a primeira a ser atacada por Josué e os israelitas quando eles entraram na terra prometida (Josué 6: 1-27). A Jericó bíblica, várias vezes citada nas escrituras sagradas, é universalmente conhecida pelo episódio de quando o povo hebreu fez cair suas inacessíveis muralhas tocando as trombetas.

Na região, pode-se ver ainda o Monte das Tentações – lugar onde Jesus jejuou por 40 dias após ser batizado por João Batista. Em 28 de novembro de 2001 foi assinado o protocolo de intenções de irmandade entre a municipalidade da cidade de Campinas e o município de Jericó. Em 2003, a lei municipal 11.552, de 16 de maio, que declara Jericó e Campinas cidades-irmãs, foi oficialmente publicada.







terça-feira, 1 de maio de 2012

Christians and Israel: ambassador is ridiculed in the CBS News! Os cristãos e Israel: embaixador é ridicularizado em programa da CBS News!



'60 Minutes' profiles Palestinian Christians, Michael Oren falls on his face
April 22, 2012


'60 Minutes" relata sobre os palestinos cristãos, Michael Oren quebra a cara

22/04/2012

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The above story ran on 60 Minutes tonight. It's a powerful piece showing life under occupation, and a damning portrait of Michael Oren as the chief spokesperson for Israel's unjust control over the West Bank. On the onerous permit regime that limits freedom of movement and defines Palestinian existence in the occupied territories Oren says, "It's their inconvenience, it's our survival." Oren tries to blame the dwindling Christian community in the West Bank on Islamic extremism, and Palestinian Christians interviewed nearly break out laughing. Not surprisingly, Oren calls Israel's Christian critics anti-Semites.

But perhaps the most revealing part of the show was Bob Simon sharing that Oren had complained to CBS News head Jeff Fager before the segment had even been aired, calling it "a hatchet job".
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A história acima ocorreu no programa “60 minutos” [da rede CBS News- EUA] esta noite [22/04/2012]. É um poderoso documentário mostrando a vida dos palestinos sob a ocupação israelense, e um retrato condenatório de Michael Oren [Embaixador de Israel em Washignton] como porta-voz chefe do controle injusto de Israel sobre a Cisjordânia [território palestino]. Sobre o regime de autorização israelense que limita a liberdade de movimento e a existência dos palestinos nos Territórios Palestinos Ocupados Oren diz: "É deles a inconveniência, é a nossa sobrevivência." Oren tenta culpar o extremismo islâmico sobre a diminuição da comunidade cristã na Cisjordânia, e os cristãos palestinos riem disso quando entrevistados. Não surpreendentemente, Oren qualifica as criticas dos cristãos de anti-semitismo.

Talvez a parte mais reveladora da entrevista entre o Embaixador israelense Michael Oren e o apresentador do programa, Bob Simon, foi quando Bob revelou que Oren, mesmo antes de o programa ir ao ar, contatou o Presidente da CBS News, Jeff Fagger, para dizer de sua desaprovação com o documentário, classificando-o como “trabalho hostil”.


[grifo do blog]


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Watch / read the excerpt from interview with the arrogant and cynical ambassador and his attempt to censor the program


Veja/Leia o trecho da entrevista com o prepotente e cínico embaixador e sua tentativa de censurar o programa

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Para Israel, pode haver sérias consequências econômicas. De acordo com números do governo israelense, o turismo é um negócio multibilionário lá. A maioria dos turistas é cristã. Muitos deles são americanos. Essa é uma razão por que os israelenses são muito sensíveis sobre a sua imagem nos Estados Unidos. E isso pode ser por isso que o embaixador Oren ligou para Jeff Fager, o chefe da CBS News e produtor executivo de 60 minutos, enquanto ainda estávamos relatando a história, muito antes da transmissão desta noite. Ele disse que tinha informações de que nossa história seria um "trabalho hostil".

Michael Oren: Pareceu-me absurdo. Completamente incompreensível que num momento em que essas comunidades, as comunidades cristãs em todo o Oriente Médio estão sendo oprimidos e massacrados, quando as igrejas estão sendo queimadas, quando uma das grandes histórias da história se desenrola? Eu acho que é - eu acho que é - eu acho que você me um pouco confuso.

Bob Simon: E era um motivo para chamar o presidente - presidente da CBS News?

Michael Oren: Bob, eu sou o embaixador do Estado de Israel. Eu faço isso muito, muito raramente, como embaixador. É apenas - é um passo extraordinário para mim queixar sobre algo. Quando eu soube que você estava indo fazer uma reportagem sobre os cristãos na Terra Santa e minha responsabilidade - e tinha, eu creio, informações sobre a natureza do mesmo, e foi confirmado por esta entrevista hoje.

Bob Simon: Nada foi confirmado pela entrevista, o Sr. Embaixador, porque você não sabe o que vai ser colocado no ar.

Michael Oren: Okay. Eu não sabia, verdade.

Bob Simon: Sr. Embaixador, eu venho fazendo isso há muito tempo. E eu tenho recebido muitas reações de praticamente todos que eu fiz histórias eles. Mas eu nunca tive uma reação diante de uma história que não foi transmitida ainda.

Michael Oren: Bem, há uma primeira vez para tudo, Bob.

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For Israel, there could be serious economic consequences. According to Israeli government figures, tourism is a multibillion dollar business there. Most tourists are Christian. Many of them are American. That's one reason why Israelis are very sensitive about their image in the United States. And that could be why Ambassador Oren phoned Jeff Fager, the head of CBS News and executive producer of 60 Minutes, while we were still reporting the story, long before tonight's broadcast. He said he had information our story was quote: "a hatchet job."

Michael Oren: It seemed to me outrageous. Completely incomprehensible that at a time when these communities, Christian communities throughout the Middle East are being oppressed and massacred, when churches are being burnt, when one of the great stories in history is unfolding? I think it's-- I think it's-- I think you got me a little bit mystified.

Bob Simon: And it was a reason to call the president of-- chairman of CBS News?

Michael Oren: Bob, I'm the ambassador of the State of Israel. I do that very, very infrequently as ambassador. It's just-- that's an extraordinary move for me to complain about something. When I heard that you were going to do a story about Christians in the Holy Land and my assum-- and-- and had, I believe, information about the nature of it, and it's been confirmed by this interview today.

Bob Simon: Nothing's been confirmed by the interview, Mr. Ambassador, because you don't know what's going to be put on air.

Michael Oren: Okay. I don't. True.

Bob Simon: Mr. Ambassador, I've been doing this a long time. And I've received lots of reactions from just about everyone I've done stories about. But I've never gotten a reaction before from a story that hasn't been broadcast yet.

Michael Oren: Well, there's a first time for everything, Bob.



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Palestinos cristãos respondem ao embaixador israelense Michael Oren


Palestinian Christians Respond to Israeli Ambassador Michael Oren


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No programa 60 Minutes da CBS em 22 de abril de 2012, o Embaixador de Israel para os EUA, Michael Oren, afirmou que os palestinos cristãos estavam deixando os territórios da Cisjordânia, ocupada por Israel, devido ao extremismo muçulmano e não a ocupação de Israel. Nós mostramos a cristãos palestinos na Cisjordânia os comentários de Oren e pedimos que comentassem.

On the CBS program 60 Minutes on April 22, 2012, the Israeli Ambassador to the U.S., Michael Oren, claimed Palestinian Christians were leaving the Israeli-occupied West Bank due to Muslim extremism and not Israel's occupation. We showed Palestinian Christians in the West Bank Oren's comments and asked for their response.


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Encenação teatral humorística da entrevista com o embaixador

Comical theatrical staging of the interview with the ambassador

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   “Well, there’s a first time for everything, Bob.”






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